Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- RECLAMAÇÃO
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (RECLAMADO), 1. ALEXANDRO GOMES ANGULO (RECLAMANTE)
- Advogados
- VIVIANE CRISTINA IBELLI PINHEIRO (OAB 321221/SP), RICARDO IBELLI (OAB 139227/SP)
Rcl 49695/SP (2025/0302523-5)RELATOR:MINISTRO MESSOD AZULAY NETORECLAMANTE:ALEXANDRO GOMES ANGULOADVOGADOS:RICARDO IBELLI - SP139227VIVIANE CRISTINA IBELLI PINHEIRO - SP321221RECLAMADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
Trata-se de reclamação, com pedido liminar, ajuizada por ALEXANDRO GOMES ÂNGULO, contra acórdão proferido nos autos da apelação criminal n. 1501835-80.2023.8.26.0506, pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (fls. 24-40).
O reclamante sustenta, em síntese, que a reclamação foi proposta com fundamento do artigo 105, inciso I, alínea “f”, da Constituição Federal, tendo como objeto a preservação da competência e garantia da autoridade das decisões proferidas pelo Superior Tribunal de Justiça.
Alega que, em sede de apelação criminal, foi arguida a imperiosidade de realização de novas diligências, uma vez que a instrução processual realizada na primeira instância teria se mostrado ausente de elementos concretos capazes de sustentar a sua condenação pelos crimes previstos no artigo 302, § 3º, e 303, caput, ambos do Código de Trânsito Brasileiro (Lei nº 9.503/97), na forma do artigo 70, parágrafo único, do Código Penal, e artigo 147, caput, do Código Penal.
Sustenta que a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça seria pacífica no sentido de reconhecer a possibilidade de requerimento de novas diligências na fase recursal, se estas forem consideradas imprescindíveis no caso concreto, o que não teria sido observado pelo Tribunal de origem.
Assim, requer, liminarmente, a suspensão do ato judicial impugnado que indeferiu a realização de novas diligências e, no mérito, que a referida decisão seja definitivamente cassada (fls. 02-09).
É o relatório. DECIDO.
Observo que o reclamante sustenta que a reclamação teria como objeto a preservação da autoridade das decisões e entendimentos consolidados do Superior Tribunal de Justiça, mas não indicou nas suas razões quais decisões que teriam sido proferidas por esta Corte Especial e que não estariam sendo cumpridas pelo Tribunal de origem, bem como não instruiu o feito com documentos capazes de comprovar suas alegações.
