Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ (IMPETRADO), 1. LISETE DO ROCIO BASSO (IMPETRANTE)
- Advogados
- ELVISLEY EMIDIO DO PRADO (OAB 98032/PR), LISETE DO ROCIO BASSO (OAB 121556/PR)
HC 1116098/PR (2026/0306294-1)RELATOR:MINISTRO RIBEIRO DANTASIMPETRANTE:LISETE DO ROCIO BASSOADVOGADOS:ELVISLEY EMIDIO DO PRADO - PR098032LISETE DO ROCIO BASSO - PR121556IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁPACIENTE:ERICK MENEZES BORGESCORRÉU:JANAINA BARBOSA CAMPOSINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ
DECISÃO
Trata-se de Habeas Corpus com pedido de liminar impetrado em favor de ERICK MENEZES BORGES, no qual se aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ.
Consta dos autos que o paciente foi condenado a 6 (seis) anos e 3 (três) meses de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do delito capitulado no art. 33, caput, da Lei n. 11.343/2006.
Em suas razões, a impetrante sustenta a ocorrência de constrangimento ilegal decorrente da decisão monocrática que indeferiu o pleito liminar no âmbito da Revisão Criminal n. 0069762-77.2026.8.16.0000.
Aduz nulidade absoluta da alteração da sentença após a publicação, por suposta correção de erro material que teria modificado o fundamento da reincidência e agravado a pena, caracterizando reformatio in pejus e contrariedade à Súmula 444/STJ.
Afirma a nulidade da audiência de instrução por ausência de intimação pessoal válida, em desrespeito ao protocolo para pessoas em situação de rua estabelecido pela Resolução n. 425/2021 do Conselho Nacional de Justiça.
Destaca a deficiência manifesta da defesa técnica, pois a atuação na origem "foi meramente pro forma, deixando de arguir as nulidades absolutas acima elencadas e de se opor a uma condenação manifestamente ilegal" (fl. 9).
Expõe a nulidade do flagrante em razão da busca pessoal realizada sem fundadas suspeitas e sem autorização judicial, sendo ilícitas as provas dela derivadas.
Argumenta que há erro grosseiro na fixação da pena-base, requerendo a aplicação no mínimo legal, e defende que a conduta deve ser desclassificada para o art. 28 da .
