Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS (IMPETRADO), 1. THAIS DE CAMPOS MACHADO (IMPETRANTE)
- Advogado
- THAIS DE CAMPOS MACHADO (OAB 220643/MG)
HC 1030171/MG (2025/0322376-1)RELATOR:MINISTRO SEBASTIÃO REIS JÚNIORIMPETRANTE:THAIS DE CAMPOS MACHADOADVOGADO:THAIS DE CAMPOS MACHADO - MG220643IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAISPACIENTE:CARLOS ALBERTO DA SILVA DUARTEINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em favor de C A DA S D, no qual se aponta como órgão coator o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS, que deu provimento ao Recurso em Sentido Estrito n. 1.0000.25.232567-5/001, interposto pelo Ministério Público estadual (fls. 6/19).
Extrai-se dos autos que o paciente foi preso preventivamente pela suposta prática do crime de estupro de vulnerável. Posteriormente, em 3/4/2025, foi concedida a liberdade provisória, mediante a imposição de medidas cautelares diversas da prisão (Processo n. 0001401-52.2024.8.13.0520 da Vara Única da comarca de Pompéu/MG – fls. 32/35).
Irresignado, o Ministério Público interpôs recurso em sentido estrito perante o Tribunal de origem, que deu provimento para a decretação da prisão preventiva, fundamentando na gravidade concreta das condutas e na probabilidade de reiteração delitiva (fls. 6/19).
Neste mandamus, a defesa sustenta a ausência de elementos concretos que justifiquem a prisão preventiva, afirmando que a decisão se baseia em gravidade abstrata, sem demonstrar riscos efetivos à ordem pública, à instrução criminal ou à aplicação da lei penal.
Alega, ainda, que, desde a concessão da liberdade provisória, o paciente não descumpriu as medidas cautelares impostas e que não há fatos novos e contemporâneos que o desabonem.
Requer, inclusive em liminar, a revogação da prisão preventiva.
Estes autos foram distribuídos por prevenção do RHC n. 204.724/MG.
É o relatório.
O writ não comporta seguimento.
De acordo com as reiteradas decisões desta Corte Superior, as prisões cautelares são medidas de índole excepcional, somente podendo ser decretadas ou mantidas caso demonstrada, com base em elementos concretos dos autos, a efetiva imprescindibilidade da restrição ao direito constitucional à liberdade de locomoção.
