Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRADO), 1. WILLIAM DE CARVALHO TELLES ALVES (IMPETRANTE)
- Advogados
- MANOEL BENEDITO SOARES (OAB 301335/SP), WILLIAM DE CARVALHO TELLES ALVES (OAB 265066/SP)
HC 1118404/SP (2026/0322562-3)RELATOR:MINISTRO PRESIDENTE DO STJIMPETRANTE:WILLIAM DE CARVALHO TELLES ALVESADVOGADOS:MANOEL BENEDITO SOARES - SP301335WILLIAM DE CARVALHO TELLES ALVES - SP265066IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:WILLIAM VINICIUS APARECIDO MARCONDESCORRÉU:MARCELO AUGUSTO NASCIMENTO SILVACORRÉU:WESLEY RODRIGUES BRITOCORRÉU:JHON DEBDS OLIVEIRA DA SILVACORRÉU:PAULO CESAR MONTEIRO FILHOCORRÉU:ALEXSANDRO DA COSTA MACHADOCORRÉU:MARIA CRISTINA RAMOS RODRIGUESCORRÉU:JOAO GUILHERME DOS SANTOS PAIVACORRÉU:LUIZ HENRIQUE SILVA DE GODOICORRÉU:WESLEY FERNANDES DA SILVACORRÉU:GABRIEL PACIFICO DE OLIVEIRACORRÉU:MICHAEL WILLIAM CARVALHO LEALCORRÉU:LUCAS HENRIQUE PASSOS MARTINS ROSACORRÉU:JOAO PEDRO DOS SANTOS CARVALHOINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
Cuida-se de Habeas Corpus impetrado em favor de WILLIAM VINICIUS APARECIDO MARCONDES em que se aponta como ato coator a decisão monocrática de Desembargador do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO que indeferiu o pedido de liminar formulado no HC n. 2166542-66.2026.8.26.0000.
Consta dos autos a prisão preventiva temporária do paciente decorrente de suposta prática de organização criminosa voltada ao tráfico de drogas.
Em suas razões, sustenta o impetrante a ocorrência de constrangimento ilegal, porquanto a prisão preventiva foi mantida com fundamentação genérica e sem individualização da conduta do paciente, apoiada na gravidade abstrata e em elementos atribuídos indistintamente a terceiros.
Alega que não estão presentes os requisitos autorizadores da medida extrema do art. 312 do CPP, destacando que não houve apreensão de drogas, armas, valores ou objetos relacionados ao tráfico em seu poder, nem registro de participação em transporte de entorpecentes.
Defende que se revelam adequadas e suficientes as medidas cautelares alternativas previstas no art. 319 do Código de Processo Penal.
Argumenta que houve cerceamento de defesa pela negativa de acesso integral aos áudios e degravações das interceptações telefônicas que embasam a acusação, em violação ao enunciado da Súmula Vinculante n. 14, o que impede a análise técnica da prova e compromete o exercício do contraditório e da ampla defesa.
