Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA (IMPETRADO), 1. MANOEL CARDOSO MENDES (IMPETRANTE)
- Advogado
- MANOEL CARDOSO MENDES (OAB 68934/SC)
HC 1118311/SC (2026/0322753-0)RELATOR:MINISTRO CARLOS PIRES BRANDÃOIMPETRANTE:MANOEL CARDOSO MENDESADVOGADO:MANOEL CARDOSO MENDES - SC068934IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINAPACIENTE:GUILHERME PABLO FERNANDES VOLTOLINICORRÉU:ALISSON TOMEINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em favor de GUILHERME PABLO FERNANDES VOLTOLINI, apontando como autoridade coatora o Desembargador Relator do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA, que, nos autos do HC n. 5069858-82.2026.8.24.0000, indeferiu a liminar.
Consta dos autos que o paciente foi condenado à pena de 5 (cinco) anos e 10 (dez) meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, mais o pagamento de 583 (quinhentos e oitenta e três) dias-multa, pela prática do crime previsto no art. 33, caput, c.c. o art. 40, inciso VI, da Lei n. 11.343/2006, tendo em vista a apreensão de 36,1g de cocaína e 9,8g de maconha. Foi negado ao réu o direito de recorrer em liberdade.
Irresignada, a Defesa impetrou habeas corpus perante a Corte de origem. Na decisão de fls. 9-11, o Desembargador Relator indeferiu o pedido liminar.
Neste writ, o impetrante alega que a manutenção da prisão preventiva após a sentença, que estabeleceu o regime inicial semiaberto, é incompatível com a própria fixação do regime, por impor cautelarmente restrições mais gravosas do que aquelas decorrentes da condenação. Sustenta que a permanência da custódia não pode se justificar apenas pelo fato de o paciente haver permanecido preso durante a instrução, exigindo fundamentação concreta e excepcional, inexistente no caso.
Argumenta, ainda, que os fundamentos cautelares carecem de contemporaneidade, pois se apoiam em atos infracionais praticados nos anos de 2022 e 2023.
Aponta flagrante ilegalidade apta a autorizar a superação da Súmula 691 do Supremo Tribunal Federal.
Requer, inclusive liminarmente, a revogação da prisão preventiva. Subsidiariamente, pugna pela aplicação de medidas cautelares diversas da prisão, nos termos do do Código de Processo Penal.
