Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO AMAPÁ (IMPETRADO), 1. WALLISON FELIPE CASTRO ALELUIA (IMPETRANTE)
- Advogados
- WALLISON FELIPE CASTRO ALELUIA (OAB 4769/AP), JAQUELINE MORAES MARTINS (OAB 5046/AP)
HC 1118705/AP (2026/0324357-0)RELATOR:MINISTRO MESSOD AZULAY NETOIMPETRANTE:WALLISON FELIPE CASTRO ALELUIAADVOGADOS:WALLISON FELIPE CASTRO ALELUIA - AP004769JAQUELINE MORAES MARTINS - AP005046IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO AMAPÁPACIENTE:WESLEY GEMAQUE DE DEUSINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO AMAPÁ
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em favor de WESLEY GEMAQUE DE DEUS, apontando como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO AMAPÁ.
Consta dos autos que o paciente encontra-se preso preventivamente pela suposta prática do crime previsto no art. 17, § 1º, da Lei n. 10.826/2003. A prisão preventiva foi decretada em 30/04/2026 e cumprida em 01/06/2026.
A defesa impetrou habeas corpus ao Tribunal de origem, que denegou a ordem em acórdão de fls. 10-29.
No presente writ, a defesa sustenta a ausência de fundamentação concreta da decisão que decretou a segregação cautelar, por fragilidade dos indícios e falta de elementos autônomos de corroboração, fundada exclusivamente em depoimento de corréu.
Pondera as condições pessoais favoráveis do paciente, defendendo a possibilidade de substituição da prisão por medidas cautelares diversas.
Requer, ao final, a revogação da prisão preventiva ou, subsidiariamente, a substituição da medida por cautelares diversas previstas no artigo 319 do Código de Processo Penal.
Liminar indeferida às fls. 73-74.
Informações prestadas às fls. 80-83 e 86-246.
O Ministério Público Federal, em parecer às fls. 248-251, manifestou-se pelo não conhecimento da ordem.
É o relatório. DECIDO.
A análise da decisão que decretou a prisão preventiva permite concluir que a medida cautelar está devidamente fundamentada para a garantia da ordem pública, em razão da gravidade concreta das condutas atribuídas ao paciente, que teria participado de esquema coordenado com divisão de tarefas e atuação estruturada voltada à aquisição e distribuição de munições, exercendo posição de liderança e domínio funcional sobre a cadeia delitiva ao organizar a logística, determinar a atuação dos demais agentes e utilizar terceiros como instrumentos operacionais para a consecução do objetivo ilícito, circunstâncias que evidenciam sua periculosidade concreta e demonstram a indispensabilidade da segregação cautelar - fls. 64-65.
