Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL (IMPETRADO), 1. DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL (IMPETRANTE)
- Advogado
- DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
HC 1118765/RS (2026/0324721-9)RELATOR:MINISTRO PRESIDENTE DO STJIMPETRANTE:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SULADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SULIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SULPACIENTE:EVERTON SELISTRE RAMOS PELLENZINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
DECISÃO
Cuida-se de Habeas Corpus impetrado em favor de EVERTON SELISTRE RAMOS PELLENZ em que se aponta como ato coator a decisão monocrática de Desembargador do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL que indeferiu o pedido de liminar formulado no HC n. 5249370-58.2026.8.21.7000/RS.
Consta dos autos que o paciente é investigado em inquérito policial pela suposta prática do delito previsto no art. 339 do Código Penal.
Em suas razões, sustenta a impetrante a ocorrência de constrangimento ilegal, porquanto a investigação por denunciação caluniosa seria atípica, prematura e sem justa causa.
Alega que há atipicidade objetiva da conduta por ausência do núcleo “dar causa”, porque a investigação originária por estupro de vulnerável foi instaurada por requisição expressa do Ministério Público e o paciente figurou apenas como testemunha no boletim de ocorrência, rompendo o nexo causal exigido pelo tipo.
Argumenta que há ausência de condição objetiva de punibilidade e prematuridade da persecução, pois os fatos subjacentes seguem em apuração em inquéritos conexos e ação penal em curso, o que impede afirmar falsidade das imputações ou dolo específico.
Defende que inexiste dolo específico, diante de acervo técnico oficial que corroborou os indícios de abuso, incluindo laudo biopsicossocial, estudo social judiciário e laudo psicológico forense, afastando a ciência inequívoca da inocência do imputado.
Expõe que há excesso de prazo qualificado nas investigações, com paralisação superior a vinte e dois meses e ausência de cumprimento de diligências requisitadas.
Requer, liminarmente e no mérito, o trancamento do inquérito policial e a exclusão da anotação no cadastro ou nos antecedentes do paciente.
