Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS (IMPETRADO), 1. GABRIELA APARECIDA DE CASTRO DUTRA (IMPETRANTE)
- Advogado
- GABRIELA APARECIDA DE CASTRO DUTRA (OAB 162510/MG)
HC 1030634/MG (2025/0324978-9)RELATOR:MINISTRO SEBASTIÃO REIS JÚNIORIMPETRANTE:GABRIELA APARECIDA DE CASTRO DUTRAADVOGADO:GABRIELA APARECIDA DE CASTRO DUTRA - MG162510IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAISPACIENTE:LUCAS LUIZ SENA AMARALCORRÉU:MARCO AURELIO ALVES RIBEIROINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus impetrado em benefício de LUCAS LUIZ SENA AMARAL, em que se aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS.
Narram os autos que o paciente foi condenado pela prática do delito descrito no art. 33, caput, da Lei n. 11.343/2006, à pena de 5 anos de reclusão, em regime inicial semiaberto, e ao pagamento de 500 dias-multa, pelo Juízo de Direito da 2ª Vara Criminal, Infância e Juventude e Juizado Especial Criminal da comarca de Nova Serrana/MG (Apelação Criminal n. 1.0000.24.219865-3/001).
Aqui, alega a impetrante constrangimento ilegal consistente na incorreta aplicação da dosimetria da pena e no afastamento indevido da causa especial de diminuição de pena prevista no § 4º do art. 33 da Lei de Drogas, ao argumento de que o paciente é primário, possui bons antecedentes, residência fixa e ocupação lícita, bem como que a causa especial de diminuição de pena prevista no § 4º do art. 33 da Lei de Drogas foi afastada de forma inidônea (fl. 3).
Sustenta que a dosimetria da pena foi realizada de forma desproporcional, com majoração da pena-base além do mínimo legal, sem fundamentação idônea, e que o regime inicial é incompatível com as circunstâncias do caso (fls. 9/12).
Aduz que o acórdão do Egrégio Tribunal de Justiça de Minas Gerais indeferiu a aplicação da causa especial de diminuição de pena prevista no §4º do art. 33 da Lei de Drogas, com fundamento na 'dedicação às atividades criminosas' por parte do paciente, baseando-se exclusivamente em impressões subjetivas e valorações opinativas de um dos policiais (fl. 6).
Menciona que a suposta 'fama' do paciente ou a alegada venda de droga 'de melhor qualidade' são construções retóricas que não se sustentam diante da ausência de elementos objetivos no processo que atestem habitualidade delitiva, muito menos vínculo com organização criminosa (fl. 6).
