Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRADO), 1. LUIS FERNANDO DA SILVA BENATO (IMPETRANTE)
- Advogado
- LUÍS FERNANDO DA SILVA BENATO (OAB 507184/SP)
HC 1118964/SP (2026/0326098-5)RELATOR:MINISTRO JOEL ILAN PACIORNIKIMPETRANTE:LUIS FERNANDO DA SILVA BENATOADVOGADO:LUÍS FERNANDO DA SILVA BENATO - SP507184IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:JAQUELINE SERAFIM LOPESCORRÉU:MARCELO ILARIO DOS SANTOSINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em benefício de JAQUELINE SERAFIM LOPES, contra acórdão proferido pelo TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO no julgamento do Habeas Corpus Criminal n. 2092065-72.2026.8.26.0000.
Extrai-se dos autos que a paciente foi presa em flagrante em 6/4/2026, posteriormente a custódia foi convertida em prisão preventiva, e restou denunciada pela suposta prática dos crimes tipificados nos arts. 33, caput, e 35, caput, da Lei n. 11.343/2006.
Irresignada, a defesa impetrou habeas corpus perante o Tribunal de origem, que denegou a ordem nos termos do acórdão que restou assim ementado (fls. 10/11):
“DIREITO PENAL. HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO DE DROGAS. CONVERSÃO DA PRISÃO EM FLAGRANTE DELITO EM PREVENTIVA. INDEFERIMENTO DE PRISÃO DOMICILIAR. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE OU CONSTRANGIMENTO ILEGAL. ORDEM DENEGADA.
1. Paciente presa em flagrante delito aos 06/04/26 e denunciada como incursa nos arts. 33, “caput”, e 35, “caput”, da Lei nº 11.343/06, por transportar, para fins de tráfico, ½kg de crack, substância entorpecente que causa dependência física e psíquica, sem autorização e em desacordo com determinação legal e regulamentar.
2. Pleito defensivo: (i) fundamentação inidônea, (ii) primariedade, (iii) medidas cautelares diversas da prisão, (iv) prisão domiciliar.
3. Verificadas a existência dos crimes e indícios suficientes de autoria.
4. Natureza e quantidade da droga apreendida que denota a periculosidade da agente, pelo excessivo mal que pode causar à saúde pública. (TJRS AC 687055624).
5. A prisão preventiva do agente, devidamente fundamentada pela autoridade judiciária competente, não fere o princípio da presunção de inocência, e está em sintonia com a Constituição Federal (). (STJ. AgRg no HC n. 1.008.832/PR).
