Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO (IMPETRADO), 1. RINNA CALDEIRA PRATA DE ABREU BRITO (IMPETRANTE)
- Advogado
- RINNA CALDEIRA PRATA DE ABREU BRITO (OAB 32128/ES)
HC 1119299/ES (2026/0328306-2)RELATOR:MINISTRO PRESIDENTE DO STJIMPETRANTE:RINNA CALDEIRA PRATA DE ABREU BRITOADVOGADO:RINNA CALDEIRA PRATA DE ABREU BRITO - ES032128IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTOPACIENTE:ALINE MARIA DA SILVA MOURAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
DECISÃO
Cuida-se de Habeas Corpus impetrado em favor de ALINE MARIA DA SILVA MOURA em que se aponta como ato coator a decisão monocrática de Desembargador do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO que indeferiu o pedido de liminar formulado no HC n. 5016658-10.2026.8.08.0000.
Consta dos autos a prisão em flagrante da paciente, posteriormente convertida em custódia preventiva, decorrente da suposta prática dos delitos capitulados no art. 33, caput, da Lei n. 11.343/2006, e no art. 12 da Lei n. 10.826/2003.
Em suas razões, sustenta a impetrante a ocorrência de constrangimento ilegal, porquanto a segregação processual da paciente encontra-se despida de fundamentação concreta e individualizada, em afronta ao art. 315, § 2º, do CPP, tendo sido tratada de modo conjunto com o corréu, sem elementos específicos que demonstrem o periculum libertatis quanto à paciente.
Alega que não estão presentes os requisitos autorizadores da medida extrema previstos no art. 312 do CPP, indicando como argumento a confissão exclusiva do corréu acerca da propriedade de todos os entorpecentes e da arma apreendidos, o exercício do direito ao silêncio pela paciente e a inexistência de condenações definitivas que evidenciem periculosidade.
Defende que é cabível a substituição da prisão preventiva por domiciliar, ainda que cumulada com monitoramento eletrônico, pois a paciente é mãe de 2 (dois) filhos menores de 12 (doze) anos, um lactente de 2 (dois) meses de idade, devendo-se observar o melhor interesse da criança e a regra dos arts. 318, V, e 318-A, do CPP.
Requer, liminarmente e no mérito, a substituição da prisão cautelar pela domiciliar, ainda que mediante a aplicação de medidas cautelares alternativas não prisionais.
