Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRADO), 1. BRUNA CATARINA SAVOIA (IMPETRANTE)
- Advogado
- BRUNA CATARINA SAVOIA (OAB 354460/SP)
HC 1119567/SP (2026/0329767-0)RELATOR:MINISTRO JOEL ILAN PACIORNIKIMPETRANTE:BRUNA CATARINA SAVOIAADVOGADO:BRUNA CATARINA SAVOIA - SP354460IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:WESLLEY NUNES BARBOSAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em benefício de WESLLEY NUNES BARBOSA, contra acórdão proferido pelo TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO no julgamento do Agravo em Execução Penal n. 0005406-83.2026.8.26.0521.
Extrai-se dos autos que o Juízo da Vara de Execução Penal deferiu pedido de progressão ao regime aberto, formulado pelo paciente.
O Tribunal de origem deu provimento ao agravo em execução penal interposto pelo Parquet estadual, a fim de cassar a decisão que concedeu a progressão ao regime aberto e determinar a submissão do sentenciado a exame criminológico, com retorno ao regime semiaberto, nos termos do acórdão que restou assim ementado (fl. 27):
“Agravo em execução penal - Progressão ao regime aberto - Insurgência ministerial - Pretensão de cassação do benefício, com a imposição de realização de exame criminológico - Acolhimento - Obrigatoriedade da perícia técnica, nos termos da nova redação do art. 112, § 1º, da LEP, introduzida pela Lei nº 14.843/2024 - Apenado reincidente, que praticou crime hediondo, com considerável saldo de pena a cumprir - Determinado o retorno ao regime semiaberto - Recurso provido, com determinação.”
No presente writ, a defesa sustenta a irretroatividade de lei penal mais gravosa, afirmando que a exigência do exame criminológico introduzida pela Lei n. 14.843/2024 não pode alcançar execução decorrente de condenação anterior à sua vigência.
Alega a inidoneidade da fundamentação para exigir o exame criminológico, por se apoiar apenas na gravidade abstrata do delito, na reincidência e no saldo de pena a cumprir, sem qualquer elemento concreto extraído do curso da execução.
Assevera que o requisito subjetivo foi demonstrado por atestado de boa conduta carcerária e histórico prisional compatível com os objetivos da execução penal, sendo indevida a cassação da benesse com base em critérios genéricos.
