Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA (IMPETRADO), 1. ARLINDO MUNUERA JUNIOR (IMPETRANTE)
- Advogado
- ARLINDO MUNUERA JUNIOR (OAB 431816/SP)
HC 1031755/SC (2025/0331323-0)RELATOR:MINISTRO OG FERNANDESIMPETRANTE:ARLINDO MUNUERA JUNIORADVOGADO:ARLINDO MUNUERA JUNIOR - SP431816IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINAPACIENTE:VANESSA PIRES PEREIRACORRÉU:FABIANO DE NAZARE GENEROSOCORRÉU:VICTOR BRAZ SOUSACORRÉU:GABRIEL HENRIQUE VIEIRACORRÉU:ADILSON RODRIGUESCORRÉU:CLAITON MARQUES PACHECOCORRÉU:DIEGO SILVA BOTELHOCORRÉU:EDGAR BARRETO MEDEIROSCORRÉU:MARCELO FLORIANOCORRÉU:MARCOS VIEIRA FRANCISCOCORRÉU:PAULO ROBERTO DE OLIVEIRACORRÉU:RODRIGO HENRIQUE DA CONCEIÇÃO PEREIRACORRÉU:ROGERIO RONALDO MEDEIROSCORRÉU:RUBENS RIBEIROCORRÉU:RUY MORAES VIEIRAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus com pedido de liminar impetrado em favor de VANESSA PIRES PEREIRA em que se aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA.
Consta dos autos que a paciente foi presa preventivamente pela suposta prática da conduta descrita nos arts. 35, caput, da Lei n. 11.343/2006 e 1º, caput, e § 4º, da Lei n. 9.613/1998.
O impetrante sustenta que a segregação processual da paciente não apresenta fundamentação idônea e que não estão presentes os requisitos autorizadores da medida extrema, previstos no art. 312 do CPP.
Afirma que a prisão preventiva é ilegal e abusiva, por ausência de contemporaneidade e por configurar antecipação de pena, em afronta ao princípio da presunção de inocência.
Alega que a paciente não se ocultou da Justiça, pois manteve residência fixa e trabalho lícito.
Aduz ainda que a paciente é mãe solo de três filhos menores de 12 anos, fazendo jus à concessão do benefício da prisão domiciliar, previsto no art. 318, V, do CPP.
Argumenta haver excesso de prazo na formação da culpa, tendo em vista que a instrução criminal foi encerrada em 1º/10/2024 e que, até a presente data, não foi prolatada sentença.
Entende adequadas e suficientes as medidas cautelares alternativas positivadas no do CPP, realçando os predicados pessoais favoráveis da paciente.
