Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA BAHIA (IMPETRADO), 1. TARCISO ALVES OLIVEIRA BRANDAO (IMPETRANTE)
- Advogado
- TARCISO ALVES OLIVEIRA BRANDÃO (OAB 35254/BA)
HC 1032012/BA (2025/0332668-5)RELATOR:MINISTRO PRESIDENTE DO STJIMPETRANTE:TARCISO ALVES OLIVEIRA BRANDAOADVOGADO:TARCISO ALVES OLIVEIRA BRANDÃO - BA035254IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA BAHIAPACIENTE:ADAIL JOSE DOS SANTOS BOMFIMINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA
DECISÃO
Cuida-se de Habeas Corpus impetrado em favor de ADAIL JOSE DOS SANTOS BOMFIM em que se aponta como ato coator a decisão monocrática de Desembargador do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA BAHIA que indeferiu o pedido de liminar formulado no HC n. 8050645-04.2025.8.05.0000.
Consta dos autos que o paciente foi condenado à pena de 23 (vinte e três) anos e 4 (quatro) meses de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do delito capitulado no art. 217-A, em concurso com o art. 7º, incisos II e III, da Lei n. 11.340/2006.
Em suas razões, sustenta o impetrante a ocorrência de constrangimento ilegal, porquanto a sentença condenatória foi proferida por magistrada que não presidiu a instrução processual, em violação ao princípio da identidade física do juiz, previsto no art. 399, § 2º, do Código de Processo Penal.
Alega que o juízo da 1ª Vara Criminal, que conduziu a instrução e recebeu a denúncia, declarou-se incompetente após a conclusão dos autos para sentença, transferindo o processo para a 2ª Vara Criminal, onde a magistrada proferiu a sentença sem ratificar os atos decisórios anteriores.
Argumenta que tal situação também afronta o princípio do juiz natural, previsto no art. 5º, inciso LIII, da Constituição Federal, uma vez que a magistrada sentenciante não teve contato direto com as provas e a instrução processual.
Defende que a ausência de ratificação dos atos decisórios, especialmente o recebimento da denúncia, configura nulidade processual, nos termos do art. 567 do Código de Processo Penal.
Expõe que houve prejuízo concreto ao paciente, pois a magistrada sentenciante deixou de aplicar a atenuante da confissão, que foi posteriormente reconhecida de ofício pelo Tribunal em sede de apelação.
