Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 3A REGIÃO (IMPETRADO), 1. JULIA VIEIRA OLIVATI (IMPETRANTE)
- Advogados
- PIERPAOLO CRUZ BOTTINI (OAB 163657/SP), PABLO NAVES TESTONI (OAB 288635/SP), GABRIELA PINHEIRO MUNDIM (OAB 405344/SP), TIAGO SOUSA ROCHA (OAB 344131/SP), JÚLIA VIEIRA OLIVATI (OAB 508691/SP)
HC 1031952/SP (2025/0333007-6)RELATOR:MINISTRO RIBEIRO DANTASIMPETRANTE:JULIA VIEIRA OLIVATIADVOGADOS:PIERPAOLO CRUZ BOTTINI - SP163657PABLO NAVES TESTONI - SP288635TIAGO SOUSA ROCHA - SP344131GABRIELA PINHEIRO MUNDIM - SP405344JÚLIA VIEIRA OLIVATI - SP508691IMPETRADO:TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 3A REGIÃOPACIENTE:NELSON SEQUEIROS RODRIGUEZ TANURE
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em favor de NELSON SEQUEIROS RODRIGUEZ TANURE contra acórdão da 5ª Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, no HC n. 5012572-04.2025.4.03.0000.
Em seu arrazoado, o impetrante inicialmente informa que interpôs recurso em habeas corpus contra o mesmo acórdão aqui impugnado, com razões e pretensões idênticas, justificando a concomitância da presente impetração com a interposição do recurso próprio em razão da necessidade de urgência na apreciação de medida liminar.
O impetrante relata que o paciente é empresário, primário, tem 73 anos de idade e não ostenta antecedentes criminais, tendo se tornado acionista, direta ou indiretamente, por meio de fundos de investimento, de diversas empresas listadas na bolsa de valores e que superam bilhões de reais de valor no mercado, dentre as quais a ALIANÇA SAÚDE E PARTICIPAÇÕES S/A, a PRIO S/A, a LIGGA TELECOMUNICAÇÕES S/A e a construtora GAFISA S/A, onde ocupou um cargo no conselho de administração.
Explica que o senhor Vladimir Joelsas Timerman é gestor do ESH THETA MASTER FUNDO DE INVESTIMENTO MULTIMERCADO e administra um fundo investimento que detém cerca de 1% das ações da GAFISA S/A. Alega que Vladimir distribuiu várias reclamações na Comissão de Valores Mobiliários – CVM e requereu a abertura de inquérito policial contra o paciente, indicando genericamente e sem qualquer fundamento, a prática de diversos delitos.
Aponta a ocorrência de fishing expedition por parte do Ministério Público Federal, afirmando que "não existe clareza sobre qual seria a hipótese investigativa que daria supedâneo para o afastamento do sigilo e assim saber o nome dos cotistas de alguns fundos de investimentos que compunham a base de acionistas da própria GAFISA S/A" (e-STJ, fl. 11). Alega ausência de tipicidade e de justa causa para as medidas invasivas como a quebra de sigilo deferida nesses autos.
