Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITORIOS (IMPETRADO), 1. ANTONIO LUCAS DO CARMO ARAUJO (IMPETRANTE)
- Advogado
- ANTONIO LUCAS DO CARMO ARAUJO (OAB 56580/GO)
HC 1120203/DF (2026/0334245-3)RELATORA:MINISTRA MARIA MARLUCE CALDASIMPETRANTE:ANTONIO LUCAS DO CARMO ARAUJOADVOGADO:ANTONIO LUCAS DO CARMO ARAUJO - GO056580IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITORIOSPACIENTE:ALUIZIO CABRAL DOS REISINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado por ALUÍZIO CABRAL DOS REIS, contra decisão monocrática proferida por Desembargadora do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios que negou seguimento ao writ originário.
Consta dos autos que o paciente foi condenado pela prática do delito previsto no art. 33, caput, da Lei n. 11.343/2006 à pena de 7 anos e 6 meses de reclusão, em regime inicial fechado, permanecendo custodiado em decorrência da condenação.
Posteriormente, sobreveio decisão proferida pelo Juízo da 4ª Vara de Entorpecentes do Distrito Federal, no bojo da denominada Operação Chiusura, reconhecendo a ilicitude da prova matriz da investigação, consistente no acesso a dados de aparelho celular antes da indispensável autorização judicial, bem como consignando que, quanto aos processos já sentenciados, incumbiria às respectivas defesas provocar os órgãos jurisdicionais competentes para apreciação da matéria.
A defesa impetrou habeas corpus perante o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, sustentando a ocorrência de fato processual superveniente apto a comprometer a validade da persecução penal instaurada em desfavor do paciente, em razão da ilicitude da prova originária e da consequente contaminação das provas dela derivadas.
O writ, contudo, não foi conhecido pela autoridade apontada como coatora, ao fundamento de que a pretensão deduzida buscava, em última análise, desconstituir acórdão proferido pela própria Corte local, cuja jurisdição já se encontrava exaurida, competindo ao Superior Tribunal de Justiça o exame da controvérsia.
Neste writ, a defesa sustenta a ocorrência de constrangimento ilegal, ao argumento de que a autoridade apontada como coatora deixou de apreciar o verdadeiro objeto do habeas corpus originário, porquanto a impetração não pretendia rediscutir o acórdão condenatório, mas apenas submeter ao Tribunal de origem os efeitos de fato processual superveniente consistente no reconhecimento judicial da ilicitude da prova matriz da denominada Operação Chiusura.
