Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRADO), 1. MICHELLE CRISTINE MENCK DE SOUZA (IMPETRANTE)
- Advogados
- MICHELLE CRISTINE MENCK DE SOUZA (OAB 497238/SP), ERIVELTO DINIZ CORVINO (OAB 229802/SP)
HC 1120264/SP (2026/0334283-3)RELATOR:MINISTRO MESSOD AZULAY NETOIMPETRANTE:MICHELLE CRISTINE MENCK DE SOUZAADVOGADOS:ERIVELTO DINIZ CORVINO - SP229802MICHELLE CRISTINE MENCK DE SOUZA - SP497238IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:JOSE VITOR LIMA MENDONCA DA SILVAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em favor de JOSE VITOR LIMA MENDONCA DA SILVA, apontando como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO, em decorrência do julgamento do agravo de execução penal n. 0004149-23.2026.8.26.0521.
Em primeiro grau, a defesa requereu a progressão ao regime semiaberto, pedido que foi deferido sem a realização de exame criminológico (fls. 39-41).
Inconformado, o Ministério Público interpôs agravo de execução penal, o qual foi provido, para determinar o retorno do reeducando ao regime fechado e a realização do exame criminológico (fls. 87-93).
Na presente impetração, a defesa sustenta a impossibilidade de aplicar retroativamente a Lei n. 14.843/2024 por configurar novatio legis in pejus.
Aponta a ausência de fundamentação concreta para exigir o exame criminológico, alegando que o acórdão se apoiou na gravidade abstrata dos delitos e na longevidade da pena.
Alega violação ao princípio do non bis in idem e a suficiência do atestado de bom comportamento carcerário, destacando que a única falta grave é antiga e reabilitada.
Postula a cassação do acórdão recorrido, o restabelecimento da decisão de primeiro grau que concedeu a progressão ao regime semiaberto sem exame criminológico e a concessão da liminar.
O pedido de liminar foi indeferido (fls. 105-107).
As informações foram prestadas (fls. 116-132).
O Ministério Público Federal opinou pelo não conhecimento do habeas corpus (fls. 134-137).
