AJC COORDENADORIA DE JULGAMENTO COLEGIADO DA SEXTA TURMA
Classe
HABEAS CORPUS
Destinatários
2. MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL (EMBARGADO), 4. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SERGIPE (IMPETRADO), 3. MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SERGIPE (EMBARGADO), 1. JOSE EDSON SANTOS DE JESUS (EMBARGANTE)
Advogados
LUIZ ANTONIO CARDOSO DE MELO GUILHERME (OAB 5325/SE), MARCONDES DOS SANTOS VERCOSA (OAB 7102/SE)
EDcl no AgRg no HC 1032738/SE (2025/0336622-0)RELATOR:MINISTRO ANTONIO SALDANHA PALHEIROEMBARGANTE:JOSE EDSON SANTOS DE JESUSADVOGADOS:LUIZ ANTONIO CARDOSO DE MELO GUILHERME - SE005325MARCONDES DOS SANTOS VERCOSA - SE007102EMBARGADO:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERALEMBARGADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SERGIPEIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SERGIPE
ACÓRDÃO
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da SEXTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 19/02/2026 a 25/02/2026, por unanimidade, rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator.
Os Srs. Ministros Carlos Pires Brandão, Og Fernandes, Sebastião Reis Júnior e Rogerio Schietti Cruz votaram com o Sr. Ministro Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Carlos Pires Brandão.
2025
6 eventos
Dezembro 20251 evento
Intimação
D
Órgão
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2. MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL (EMBARGADO), 4. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SERGIPE (IMPETRADO), 3. MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SERGIPE (EMBARGADO), 1. JOSE EDSON SANTOS DE JESUS (EMBARGANTE)
Advogados
LUIZ ANTONIO CARDOSO DE MELO GUILHERME (OAB 5325/SE), MARCONDES DOS SANTOS VERCOSA (OAB 7102/SE)
EDcl no AgRg no HC 1032738/SE (2025/0336622-0)RELATOR:MINISTRO ANTONIO SALDANHA PALHEIROEMBARGANTE:JOSE EDSON SANTOS DE JESUSADVOGADOS:LUIZ ANTONIO CARDOSO DE MELO GUILHERME - SE005325MARCONDES DOS SANTOS VERCOSA - SE007102EMBARGADO:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERALEMBARGADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SERGIPEIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SERGIPEProcesso incluído na Pauta de Julgamentos da SEXTA TURMA, Sessão Virtual do dia 19/02/2026 00:00:00, com encerramento no dia 25/02/2026 23:59:59 (RISTJ, Art. 184-E).
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HABEAS CORPUS
Destinatários
2. MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL (AGRAVADO), 3. MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SERGIPE (AGRAVADO), 4. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SERGIPE (IMPETRADO), 1. JOSÉ EDSON SANTOS DE JESUS (AGRAVANTE)
Advogados
LUIZ ANTONIO CARDOSO DE MELO GUILHERME (OAB 5325/SE), MARCONDES DOS SANTOS VERCOSA (OAB 7102/SE)
AgRg no HC 1032738/SE (2025/0336622-0)RELATOR:MINISTRO ANTONIO SALDANHA PALHEIROAGRAVANTE:JOSE EDSON SANTOS DE JESUSADVOGADOS:LUIZ ANTONIO CARDOSO DE MELO GUILHERME - SE005325MARCONDES DOS SANTOS VERCOSA - SE007102AGRAVADO:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERALAGRAVADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SERGIPEIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SERGIPE
ACÓRDÃO
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da SEXTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 13/11/2025 a 19/11/2025, por unanimidade, não conhecer do recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator.
Os Srs. Ministros Carlos Pires Brandão, Og Fernandes e Sebastião Reis Júnior votaram com o Sr. Ministro Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Carlos Pires Brandão.
Não participou do julgamento o Sr. Ministro Rogerio Schietti Cruz.
Intimação
D
Órgão
AJC COORDENADORIA DE JULGAMENTO COLEGIADO DA SEXTA TURMA
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HABEAS CORPUS
Destinatários
2. MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL (AGRAVADO), 3. MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SERGIPE (AGRAVADO), 4. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SERGIPE (IMPETRADO), 1. JOSÉ EDSON SANTOS DE JESUS (AGRAVANTE)
Advogados
LUIZ ANTONIO CARDOSO DE MELO GUILHERME (OAB 5325/SE), MARCONDES DOS SANTOS VERCOSA (OAB 7102/SE)
AgRg no HC 1032738/SE (2025/0336622-0)RELATOR:MINISTRO ANTONIO SALDANHA PALHEIROAGRAVANTE:JOSE EDSON SANTOS DE JESUSADVOGADOS:LUIZ ANTONIO CARDOSO DE MELO GUILHERME - SE005325MARCONDES DOS SANTOS VERCOSA - SE007102AGRAVADO:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERALAGRAVADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SERGIPEIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SERGIPEProcesso incluído na Pauta de Julgamentos da SEXTA TURMA, Sessão Virtual do dia 13/11/2025 00:00:00, com encerramento no dia 19/11/2025 23:59:59 (RISTJ, Art. 184-E).
Intimação
D
Órgão
SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
Classe
HABEAS CORPUS
Destinatários
2. MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL (AGRAVADO), 3. MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SERGIPE (AGRAVADO), 4. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SERGIPE (IMPETRADO), 1. JOSÉ EDSON SANTOS DE JESUS (AGRAVANTE)
Advogados
LUIZ ANTONIO CARDOSO DE MELO GUILHERME (OAB 5325/SE), MARCONDES DOS SANTOS VERCOSA (OAB 7102/SE)
AgRg no HC 1032738/SE (2025/0336622-0)RELATOR:MINISTRO ANTONIO SALDANHA PALHEIROAGRAVANTE:JOSE EDSON SANTOS DE JESUSADVOGADOS:LUIZ ANTONIO CARDOSO DE MELO GUILHERME - SE005325MARCONDES DOS SANTOS VERCOSA - SE007102AGRAVADO:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERALAGRAVADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SERGIPEIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SERGIPE
DESPACHO
De acordo com a certidão de e-STJ fl. 138, não há nos autos procuração ou cadeia de substabelecimento conferindo poderes ao subscritor do agravo regimental.
Dessarte, nos moldes do que preceitua o art. 76, c/c o art. 932, parágrafo único, ambos do Código de Processo Civil, aplicável ao processo penal, ex vi do art. 3º do CPP, intime-se a parte recorrente para regularizar a representação processual, no prazo de 5 dias.
Publique-se. Intimem-se.
Relator
ANTONIO SALDANHA PALHEIRO
Intimação
D
Órgão
SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
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HABEAS CORPUS
Destinatários
2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SERGIPE (IMPETRADO), 1. MARCONDES DOS SANTOS VERCOSA (IMPETRANTE)
Advogados
LUIZ ANTONIO CARDOSO DE MELO GUILHERME (OAB 5325/SE), MARCONDES DOS SANTOS VERCOSA (OAB 7102/SE)
HC 1032738/SE (2025/0336622-0)RELATOR:MINISTRO ANTONIO SALDANHA PALHEIROIMPETRANTE:MARCONDES DOS SANTOS VERCOSAADVOGADOS:LUIZ ANTONIO CARDOSO DE MELO GUILHERME - SE005325MARCONDES DOS SANTOS VERCOSA - SE007102IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SERGIPEPACIENTE:JOSE EDSON SANTOS DE JESUSCORRÉU:JEFERSON AQUINO DE OLIVEIRAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SERGIPE
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus com pedido liminar impetrado em benefício de JOSE EDSON SANTOS DE JESUS no qual se aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SERGIPE (Apelação n. 202300319608).
Depreende-se dos autos que o ora paciente foi condenado, como incurso no art. 157, § 2º, II, IV e V, § 2º-A, I; no art. 157, § 2º, II e IV; no art. 244- B, do ECA e no art. 288, parágrafo único, na forma do art. 69, todos do Código Penal, às penas de 21 anos, 3 meses e 19 dias de reclusão, em regime inicial fechado, e 210 dias-multa.
O Tribunal de origem deu parcial provimento ao recurso de apelação da defesa, redimensionando a pena do ora paciente a 15 anos, 11 meses e 11 dias de reclusão, em regime fechado, e 142 dias-multa, nos termos da ementa de e-STJ fls. 43/46:
APELAÇÕES CRIMINAIS. CRIMES DE ROUBOS MAJORADOS, CORRUPÇÃO DE MENORES E ASSOCIAÇÃO CRIMINOSA (ART. 157, § 2º, INCISOS II, IV E V, § 2º-A, INCISO I; ART. 157, § 2º, INCISOS II E IV; ART. 244- B, DO ECA E ART. 288, PARÁGRAFO ÚNICO, NA FORMA DO ARTIGO 69, TODOS DO CÓDIGO PENAL). RECURSOS EXCLUSIVOS DA DEFESA. PRELIMINARES DE NULIDADE DE PROVA OBTIDA MEDIANTE SUPOSTO ACESSO INDEVIDO DE DADOS TELEFÔNICOS E POR SUPOSTA OFENSA AO ARTIGO 226, DO CPP - REJEITADAS. MÉRITO - PLEITO ABSOLUTÓRIO SIMULTÂNEO AO PRIMEIRO E SEGUNDO APELANTES. TESES IDÊNTICAS. ANÁLISE CONJUNTA. TEMÁTICAS DE INSUFICIÊNCIA PROBATÓRIA PARA TODOS OS CRIMES E DE DESCLASSIFICAÇÃO DO TIPO PENAL DE ROUBO PARA O DELITO DE RECEPTAÇÃO. IMPROCEDENTES. AUTORIA E MATERIALIDADE DELITIVAS SOBEJAMENTE COMPROVADAS. ACERVO PROBATÓRIO QUE CONFIRMA A AUTORIA E MATERIALIDADE DELITIVA DOS DELITOS. PALAVRA DA VÍTIMA COM ESPECIAL RELEVÂNCIA NOS CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO E EM CONSONÂNCIA COM A PROVA DOCUMENTAL E TESTEMUNHAL. VALIDADE E RELEVÂNCIA DO TESTEMUNHO POLICIAL. EXISTÊNCIA DE CONFISSÃO EXTRAJUDICIAL. CONJUNTO PROBATÓRIO COERENTE E HARMÔNICO APTO A ENSEJAR A CONDENAÇÃO. DOSIMETRIA. CÁLCULO DOSIMÉTRICO DO SEGUNDO RÉU – PLEITO PELO RECONHECIMENTO DA ULTRATIVIDADE DA FRAÇÃO A SER APLICADA À CAUSA DE AUMENTO PELO EMPREGO DE ARMA DE FOGO NO CRIME DE ROUBO, FACE A CONSTATAÇÃO DE QUE OS INDIGITADOS ILÍCITOS FORAM PRATICADOS ANTES DA LEI FEDERAL Nº 13.964/2018, QUE RECRUDESCEU ESSA MAJORANTE – PROCEDENTE – APLICAÇÃO DO INCISO I, DO §2º, DO , DO CP NA RAZÃO DE 1/3 (UM TERÇO). PEDIDO DE RECONHECIMENTO DA ATENUANTE DA CONFISSÃO PARA O CRIME PATRIMONIAL COM FULCRO NA NARRATIVA APRESENTADA NA FASE PRÉ-PROCESSUAL – IMPOSSIBILIDADE – RETRATAÇÃO EM JUÍZO – AUSÊNCIA DE UTILIZAÇÃO DOS FUNDAMENTOS INQUISITIVOS NA CONDENAÇÃO - ESCORREITO AFASTAMENTO - CLAMOR PELO RECONHECIMENTO DA CONTINUIDADE DELITIVA – INCABÍVEL - PLEITO PELA APLICAÇÃO DE APENAS UMA CAUSA DE AUMENTO DE PENA, NOS TERMOS DO , PARÁGRAFO ÚNICO DO CP – POSSIBILIDADE – INIDÔNEA NA PRIMEVA - PEDIDO DE REDUÇÃO DA FRAÇÃO DE AUMENTO DE PENA APLICADO PARA O CRIME DE ROUBO NO QUAL HOUVE O RECONHECIMENTO DE CAUSAS MAJORANTES A MENOR, SOB PENA DE VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA PROPORCIONALIDADE – APLICAÇÃO NO PERCENTUAL MÍNIMO DE 1/3. REDUÇÃO DA PENA DEFINITIVA TOTAL - REDIMENSIONAMENTO PROPORCIONAL DA PENA DE MULTA – MANTIDO O REGIME FECHADO PARA O CUMPRIMENTO DE PENA - INTELIGÊNCIA DO , ALÍNEA “A”, DO CÓDIGO PENAL BRASILEIRO - QUANTUM DA PENA SUPERIOR A 08 ANOS. CÁLCULO DOSIMÉTRICO DO PRIMEIRO RÉU –CLAMOR PELA FIXAÇÃO DA PENA BASE NO MÍNIMO LEGAL PARA O CRIME DE RECEPTAÇÃO E DE ASSOCIAÇÃO CRIMINOSA – INEXISTÊNCIA DE DESCLASSIFICAÇÃO DO CRIME DE ROUBO PARA RECEPTAÇÃO, RESTANDO, PORTANTO, PREJUDICADO TAL PLEITO - APLICAÇÃO DA PENA-BASE DO DELITO DE ASSOCIAÇÃO CRIMINOSA NO MÍNIMO LEGAL - PLEITO JÁ ATENDIDO NA - AUSENTE INTERESSE DE AGIR - NÃO CONHECIMENTO NOS PONTOS. EXTENSÃO, DE OFÍCIO, DO RECONHECIMENTO DA ULTRATIVIDADE DA FRAÇÃO A SER APLICADA À CAUSA DE AUMENTO PELO EMPREGO DE ARMA DE FOGO NO CRIME DE ROUBO, FACE A CONSTATAÇÃO DE QUE OS INDIGITADOS ILÍCITOS FORAM PRATICADOS ANTES DA LEI FEDERAL Nº 13.964/2018, QUE RECRUDESCEU ESSA MAJORANTE – APLICAÇÃO DOS TERMOS DO DO CPP – EXTENSÃO DO BENEFÍCIO ACERCA DA REANÁLISE DA DOSIMETRIA PENAL – INCIDÊNCIA DO INCISO I, DO §2º, DO , DO CP NA RAZÃO DE 1/3 (UM TERÇO) – REDIMENSIONAMENTO DAS PENAS DOS CRIMES DE ROUBO – REDUÇÃO DA PENA DEFINITIVA TOTAL - MANTIDO O REGIME FECHADO PARA O CUMPRIMENTO DE PENA - INTELIGÊNCIA DO , ALÍNEA “A”, DO CÓDIGO PENAL BRASILEIRO - QUANTUM DA PENA SUPERIOR A 08 ANOS. SUBSTITUIÇÃO POR RESTRITIVA DE DIREITOS NA MODALIDADE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS – INCABÍVEL – AUSÊNCIA DE PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS DO DO CÓDIGO PENAL. PLEITO DE CONCESSÃO DE JUSTIÇA GRATUITA – INDEFERIDO - AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DA HIPOSSUFICIÊNCIA E PATROCÍNIO POR ADVOGADO CONSTITUÍDO – POSTERIOR ANÁLISE A SER FEITO PELO JUÍZO DAS EXECUÇÕES POR OCASIÃO DA VERIFICAÇÃO DE EVENTUAL HIPOSSUFICIÊNCIA ECONÔMICA DO APELANTE NO MOMENTO DA EXECUÇÃO DA PENA. RECURSO DO PRIMEIRO RÉU CONHECIDO EM PARTE PARA, NA EXTENSÃO, IMPROVÊ-LO, E, DE OFÍCIO, REFORMAR A DOSIMETRIA PENAL. RECURSO DO SEGUNDO RÉU CONHECIDO, PARA REJEITAR AS PRELIMINARES E, NO MÉRITO, PROVER EM PARTE. UNÂNIME.
Intimação
D
Órgão
SECRETARIA JUDICIÁRIA
Classe
HABEAS CORPUS
Destinatários
2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SERGIPE (IMPETRADO), 1. MARCONDES DOS SANTOS VERCOSA (IMPETRANTE)
Advogados
LUIZ ANTONIO CARDOSO DE MELO GUILHERME (OAB 5325/SE), MARCONDES DOS SANTOS VERCOSA (OAB 7102/SE)
HC 1032738/SE (2025/0336622-0)RELATOR:MINISTRO ANTONIO SALDANHA PALHEIROIMPETRANTE:MARCONDES DOS SANTOS VERCOSAADVOGADOS:LUIZ ANTONIO CARDOSO DE MELO GUILHERME - SE005325MARCONDES DOS SANTOS VERCOSA - SE007102IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SERGIPEPACIENTE:JOSE EDSON SANTOS DE JESUSCORRÉU:JEFERSON AQUINO DE OLIVEIRAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SERGIPEProcesso distribuído pelo sistema automático em 05/09/2025.
ART. 157
ART. 68
FUNDAMENTAÇÃO
SENTENÇA
ART. 33, § 2º
SENTENÇA
ART. 580
ART. 157
ART. 33, § 2º
ART. 44
DECISÃO
Daí o presente writ, no qual sustenta a defesa a ilicitude das provas decorrentes do acesso ao telefone celular do menor F. A. da C., apreendido no bojo da investigação, por falta de decisão judicial e de consentimento válido do adolescente, que tinha 17 anos de idade na época dos fatos.
Sobre a autorização inválida para a devassa do conteúdo do celular pertencente a menor de idade apreendido, destaca que ele, "na delegacia, sem a presença de advogado e familiares, 'permitiu' acesso aos dados do seu celular, mediante a apresentação de senha, e a partir, deste ato ilícito, levantou-se a suspeita e, posteriormente, denúncia em face do Paciente" (e-STJ fl. 6).
Com base nesses mesmos argumentos, assere a quebra da cadeia de custódia das provas oriundas do celular do adolescente.
Acrescenta que não foi realizado o reconhecimento pessoal do paciente, a teor do art. 226 do Código de Processo Penal.
Diante desse contexto, conclui que inexiste substrato probatório seguro para fundamentar a condenação.
Requer o reconhecimento da continuidade delitiva entre os dois crimes de roubo majorado.
Alega que o paciente faz jus ao reconhecimento da circunstância atenuante referente à confissão espontânea, ainda que a assunção dos fatos tenha sido parcial, extrajudicial e posteriormente retratada em juízo.
a) sejam consideradas nulas as provas obtidas mediante acesso dos dados do telefone do menor, tendo em vista que houve desrespeito às normas constitucionais e legais, revelando a inadmissibilidade da prova, nos termos do art. 157, caput, do Código de Processo Penal, devendo-se anular o processo em sua integralidade, absolvendo o paciente;
b) Seja considerado nulo reconhecimento pessoal do RECORRENTE, uma vez que não atendeu às formalidades legais previstas no artigo 226 do CPP, devendo-se anular o processo em sua integralidade, absolvendo o paciente;
c) Seja reconhecida a atenuante da confissão espontânea do réu, nos termos do art. 65, III, "d", do CP, constituindo-se direito subjetivo;
d) seja considerada a continuidade delitiva e não o concurso material, pois restou preenchido todos os requisitos do artigo 71, parágrafo único do CP;
e) Seja reconhecido, IN LIMINE, tal pleito, pois patente o constrangimento ilegal sofrido pelo Paciente, permitindo-se que seja declarada nula a sentença penal condenatória.
É o relatório.
Decido.
A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça é uníssona no sentido de que não cabe a utilização de habeas corpus como sucedâneo de recurso próprio ou de revisão criminal, sob pena de desvirtuamento do objeto ínsito ao remédio heroico, qual seja, o de prevenir ou remediar lesão ou ameaça de lesão ao direito de locomoção.
Nesse sentido:
PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. [...] MANDAMUS IMPETRADO CONCOMITANTEMENTE COM RECURSO ESPECIAL INTERPOSTO NA ORIGEM. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA UNIRRECORRIBILIDADE. [...] AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
[...] 2. Não se conhece de habeas corpus impetrado concomitantemente com o recurso especial, sob pena de subversão do sistema recursal e de violação ao princípio da unirrecorribilidade das decisões judiciais.
[...] (AgRg no HC n. 904.330/PR, relator Ministro Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, julgado em 2/9/2024, DJe de 5/9/2024.)
AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. WRIT SUBSTITUTIVO DE RECURSO ESPECIAL, IMPETRADO QUANDO O PRAZO PARA A INTERPOSIÇÃO DA VIA RECURSAL CABÍVEL NA CAUSA PRINCIPAL AINDA NÃO HAVIA FLUÍDO. INADEQUAÇÃO DO PRESENTE REMÉDIO. PRECEDENTES. NÃO CABIMENTO DE CONCESSÃO DA ORDEM DE OFÍCIO. PETIÇÃO INICIAL INDEFERIDA LIMINARMENTE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
1. É incognoscível, ordinariamente, o habeas corpus impetrado quando em curso o prazo para interposição do recurso cabível. O recurso especial defensivo, interposto, na origem, após a prolação da decisão agravada, apenas reforça o óbice à cognição do pedido veiculado neste feito autônomo.
[...] (AgRg no HC n. 834.221/DF, relatora Ministra Laurita Vaz, Sexta Turma, julgado em 18/9/2023, DJe de 25/9/2023.)
PENAL E PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO "HABEAS CORPUS". ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. DOSIMETRIA. INEXISTÊNCIA DE ILICITUDE FLAGRANTE. RECURSO NÃO PROVIDO.
1. A Terceira Seção desta Corte, seguindo entendimento firmado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sedimentou orientação no sentido de não admitir habeas corpus em substituição a recurso próprio ou a revisão criminal, situação que impede o conhecimento da impetração, ressalvados casos excepcionais em que se verifica flagrante ilegalidade apta a gerar constrangimento ilegal.
[...] (AgRg no HC n. 921.445/MS, relatora Ministra Daniela Teixeira, Quinta Turma, julgado em 3/9/2024, DJe de 6/9/2024.)
AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. ABSOLVIÇÃO. APLICAÇÃO DO IN DUBIO PRO REO. CONCESSÃO DE HABEAS CORPUS DE OFÍCIO. POSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO.
[...]
4. "Firmou-se nesta Corte o entendimento de que "[n]ão deve ser conhecido o writ que se volta contra acórdão condenatório já transitado em julgado, manejado como substitutivo de revisão criminal, em hipótese na qual não houve inauguração da competência desta Corte" (HC n. 733.751/SP, relatora Ministra Laurita Vaz, Sexta Turma, julgado em 12/9/2023, DJe de 20/9/2023). Não obstante, em caso de manifesta ilegalidade, é possível a concessão da ordem de ofício, conforme preceitua o art. 654, § 2º, do Código de Processo Penal" (AgRg no HC n. 882.773/SP, relator Ministro Jesuíno Rissato - Desembargador Convocado do TJDFT, Sexta Turma, julgado em 24/6/2024, DJe de 26/6/2024).
[...] (AgRg no HC n. 907.053/SP, de minha relatoria, Sexta Turma, julgado em 16/9/2024, DJe de 19/9/2024.)
Não se desconhece a orientação presente no art. 647-A, caput e parágrafo único, do Código de Processo Penal, segundo a qual se permite a qualquer autoridade judicial, no âmbito de sua competência jurisdicional e quando verificada a presença de flagrante ilegalidade, a expedição de habeas corpus de ofício em vista de lesão ou ameaça de lesão à liberdade de locomoção.
Entretanto, tal não é o caso do presente writ, que é mera reiteração do pedido feito no HC n. 937.194/SE, também de minha relatoria, no qual foi proferida decisão indeferindo liminarmente a ordem. Posteriormente, foi desprovido o agravo regimental conforme a seguinte ementa (DJe de 3/10/2024):
AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. ASSOCIAÇÃO CRIMINOSA. ROUBO MAJORADO, POR DUAS VEZES. CORRUPÇÃO DE MENOR. CONDENAÇÃO TRANSITADA EM JULGADO. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE REVISÃO CRIMINAL. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
1. O Superior Tribunal de Justiça vem buscando fixar balizas para a racionalização do uso do habeas corpus, visando a garantia não apenas do curso natural das ações ou revisões criminais mas também da efetiva priorização do objeto ínsito ao remédio heroico, qual seja, o de prevenir ou remediar lesão ou ameaça de lesão ao direito de locomoção.
2. Esta Corte, em diversas ocasiões, já se pronunciou no sentido de que "não deve ser conhecido o writ que se volta contra acórdão condenatório já transitado em julgado, manejado como substitutivo de revisão criminal, em hipótese na qual não houve inauguração da competência desta Corte" (HC n. 730.555/SC, relator Ministro Olindo Menezes, Desembargador convocado do TRF 1ª Região, Sexta Turma, julgado em 9/8/2022, DJe de 15/8/2022).
3. Consoante dispõe o art. 105, I, e, da Constituição Federal, a competência desta Corte para processar e julgar revisão criminal limita-se às hipóteses de seus próprios julgados.
4. Não se deve conhecer do writ que pretende a desconstituição de condenação definitiva, olvidando-se a parte de ajuizar a necessária revisão criminal antes de inaugurar a competência deste Tribunal Superior acerca das controvérsias, mormente nos casos em que não se verifica nenhuma flagrante ilegalidade, tal qual a espécie.
5. Agravo regimental desprovido.
Vale mencionar que, em consulta ao sistema informatizado do Tribunal de origem, verifica-se que foi ajuizada a Revisão Criminal n. 202400158447, visando a desconstituição do julgado ora impugnado, o que torna prejudicada a análise dos temas antes do pronunciamento definitivo da Corte de origem na via processual adequada.
Ante o exposto, indefiro liminarmente o habeas corpus.