Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE RONDÔNIA (IMPETRADO), 1. ANDRE LEONARDO PRADO COURA (IMPETRANTE)
- Advogado
- ANDRE LEONARDO PRADO COURA (OAB 130306/MG)
HC 1120828/RO (2026/0336877-3)RELATORA:MINISTRA NILSONI DE FREITAS (DESEMBARGADORA CONVOCADA DO TJDFT)IMPETRANTE:ANDRE LEONARDO PRADO COURAADVOGADO:ANDRE LEONARDO PRADO COURA - MG130306IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE RONDÔNIAPACIENTE:MARLUCIA CHIANCA DE MORAISPACIENTE:CAUANNE GUIMARAES CHIANCA LEITECORRÉU:TIAGO SOUSA PINHEIROCORRÉU:WILSON MACHADO DE CASTROCORRÉU:ANTONIO PEREIRA DA SILVA NETOCORRÉU:TAINA APARECIDA PAULA DE CASTROCORRÉU:MARCELO GUIMARAES CORTEZ LEITECORRÉU:ALESSANDRO MICHALSKI DA SILVACORRÉU:ANDRE GUIMARAES CORTEZ LEITECORRÉU:SAMUEL GUIMARAES CORTEZ LEITEINTERESSADO:MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DE RONDONIA
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus com pedido liminar impetrado em benefício de MARLÚCIA CHIANCA DE MORAIS e CAUANNE GUIMARÃES CHIANCA LEITE, no qual se aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE RONDÔNIA (Ação Penal Originária n. 0808664-32.2022.8.22.0000).
Depreende-se dos autos que as pacientes respondem à ação penal originária pela prática de organização criminosa e lavagem de dinheiro, imputadas no contexto da “Operação ALCANCE II”. A competência originária do Tribunal de Justiça foi fixada em razão do foro por prerrogativa de função da paciente MARLÚCIA CHIANCA DE MORAIS, Promotora de Justiça.
O Tribunal de origem indeferiu o pedido de produção de prova pericial e, em agravo interno, manteve a decisão monocrática, com o fundamento de que inexistia controvérsia técnico-pericial concreta que justificasse a auditoria oficial e de que o contraditório diferido seria suficiente (e-STJ fl. 312).
Daí o presente habeas corpus, no qual sustenta a defesa a existência de cerceamento de defesa decorrente do indeferimento da prova pericial essencial à elucidação de matéria técnica complexa (contábil, bancária, fiscal e patrimonial), em violação ao art. 5º, inciso LV, da Constituição Federal.
Aponta, para tanto, que "a oitiva das testemunhas, notadamente aquelas arroladas pela própria acusação, evidenciou que diversos documentos arrecadados na ocasião de cumprimento de mandados de busca e apreensão nos endereços vinculados às pacientes e que teriam o condão de alterar drasticamente as conclusões alcançadas pelos técnicos do LAB-LD e do GAECO/MPRO (a exemplo, documentos comprobatórios de mútuo realizado e amortizado; documentação concernente a transações imobiliárias; etc) não foram com eles compartilhados; isto é, foram sumariamente desconsiderados na elaboração dos respectivos relatórios" (e-STJ fl. 17).
