Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL (IMPETRADO), 1. LAVINIA RICO WICHINHESKI (IMPETRANTE)
- Advogado
- LAVINIA RICO WICHINHESKI (OAB 130323/RS)
HC 1032983/RS (2025/0338142-5)RELATOR:MINISTRO OG FERNANDESIMPETRANTE:LAVINIA RICO WICHINHESKIADVOGADO:LAVINIA RICO WICHINHESKI - RS130323IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SULPACIENTE:JEFERSON RIBEIRO GONCALVESCORRÉU:TALISSON DE SOUZA SOARESCORRÉU:VALDIR FERREIRA KREBSCORRÉU:MAIKELE PERALTA DA PAIXAOINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus com pedido de liminar impetrado em favor de JEFERSON RIBEIRO GONÇALVES em que se aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL.
Consta dos autos que o paciente foi condenado à pena de 14 anos de reclusão e 1.900 dias-multa, fixados no mínimo legal de 1/30 do salário mínimo, pela prática dos delitos previstos nos arts. 33, caput, e 35, caput, c/c o art. 40, III, da Lei n. 11.343/2006, e no art. 61, I, do Código Penal.
A impetrante alega que a condenação foi fundamentada exclusivamente em uma suposta “extração de dados” de um aparelho celular, realizada de forma irregular e sem observância da cadeia de custódia, em violação do art. 158-A e seguintes do Código de Processo Penal.
Sustenta que a prova utilizada consiste em mera transcrição de mensagens em documento de edição de texto convertido em PDF, sem comprovação da origem das informações e sem a utilização de ferramentas forenses adequadas.
Afirma que a ausência de documentação formal da cadeia de custódia compromete a integridade, autenticidade e confiabilidade da prova digital, tornando-a inadmissível e imprestável ao processo penal. Alega, ainda, que a condenação foi mantida em apelação e que nem sequer se conheceu da revisão criminal interposta.
Argumenta que a dosimetria da pena aplicada ao paciente apresenta ilegalidades, destacando que a pena-base foi fixada com base em fundamentos genéricos e desproporcionais, em violação do princípio da individualização da pena.
Sustenta que a quantidade e a natureza das substâncias entorpecentes foram valoradas negativamente com base em elementos atribuídos a terceiros, o que configura violação do princípio da responsabilidade penal subjetiva.
