Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE ALAGOAS (IMPETRADO), 1. ROBERTO MATHEUS DOS SANTOS LIMA TAVARES (IMPETRANTE)
- Advogado
- ROBERTO MATHEUS DOS SANTOS LIMA TAVARES (OAB 20959/AL)
HC 1121048/AL (2026/0338164-4)RELATOR:MINISTRO SEBASTIÃO REIS JÚNIORIMPETRANTE:ROBERTO MATHEUS DOS SANTOS LIMA TAVARESADVOGADO:ROBERTO MATHEUS DOS SANTOS LIMA TAVARES - AL020959IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE ALAGOASPACIENTE:D DE O JINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE ALAGOAS
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus impetrado em nome de D DE O J, denunciado pela suposta prática do crime de registro não autorizado da intimidade sexual (art. 216-B do Código Penal), no âmbito da Lei n. 11.340/2006 (Ação Penal n. 8166068-90.2025.8.02.0001), perante o 2º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Maceió/AL.
O impetrante aponta como autoridade coatora o Tribunal de Justiça do Estado de Alagoas, que, em 5/8/2026, denegou a ordem no Habeas Corpus n. 0807410-40.2026.8.02.0000 (fls. 51/67).
Alega a nulidade absoluta da prova digital, por ter sido obtida mediante acesso não autorizado ao e-mail e ao notebook do paciente por particular, em ofensa à Constituição Federal, ao art. 157 do Código de Processo Penal e ao art. 7º, II, da Lei n. 8.906/1994.
Sustenta a quebra da cadeia de custódia das evidências digitais, pela ausência de procedimentos dos arts. 158-A a 158-F do Código de Processo Penal, de perícia oficial e de geração de código hash de integridade, diante da extração e manipulação dos arquivos por particular.
Defende a inépcia da denúncia, pela omissão da data da consumação do crime, o que inviabiliza o exercício da ampla defesa.
Aduz, ainda, a ausência de justa causa, porque, desentranhadas as fotografias ilícitas e rompida a cadeia de custódia, o acervo probatório remanescente se resume ao testemunho indireto – hearsay testimony.
Em caráter liminar, pede a suspensão do andamento da Ação Penal n. 8166068-90.2025.8.02.0001 e da audiência de instrução e julgamento designada. No mérito, requer o reconhecimento da ilicitude das provas digitais com seu desentranhamento, assim como o trancamento da ação penal por ausência de justa causa e inépcia da denúncia.
