Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL (IMPETRADO), 1. RENATO DE SOUZA BIFI (IMPETRANTE)
- Advogado
- RENATO DE SOUZA BIFI (OAB 382624/SP)
HC 1121201/MS (2026/0339976-1)RELATORA:MINISTRA NILSONI DE FREITAS (DESEMBARGADORA CONVOCADA DO TJDFT)IMPETRANTE:RENATO DE SOUZA BIFIADVOGADO:RENATO DE SOUZA BIFI - SP382624IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SULPACIENTE:VANOIR LEMES CAPELLACORRÉU:THIAGO DE OLIVEIRA MARTINEZCORRÉU:GERVAZIO DOS SANTOS OLIVEIRACORRÉU:DENNIS HENRIQUE CHIOZINI SERVILLACORRÉU:SILVIO PEREIRA APOSTOLICORRÉU:CLAUDINEI RIBEIRO LOPESCORRÉU:JUNIOR CESAR FERNANDES MENDONCACORRÉU:DOUGLAS DE CARVALHO LEANDROCORRÉU:MARCIO ALVES DE MENEZESCORRÉU:LEANDRO RODRIGUES DE ABREUINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus com pedido liminar impetrado em favor de VANOIR LEMES CAPELLA apontando como autoridade coatora desembargador do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL que indeferiu pedido liminar formulado no HC n. 1417677-43.2026.8.12.0000.
Consta dos autos que, em 7/5/2026, o paciente foi preso preventivamente pela suposta participação na subtração de defensivos agrícolas na região de Brasilândia/MS, sendo denunciado pelos crimes de associação criminosa (art. 288, caput, do Código Penal) e furto qualificado mediante fraude, na forma tentada (art. 155, § 4º, II, c/c o art. 14, II, do Código Penal).
Daí o presente writ, no qual a defesa sustenta o cabimento excepcional do habeas corpus para superar o óbice da Súmula n. 691 do STF, por flagrante ilegalidade, afirmando que a decisão monocrática impugnada, proferida em 7/8/2026, indeferiu a liminar apoiando-se em premissa objetivamente equivocada quanto às imputações penais atribuídas ao paciente e deixando de enfrentar fatos supervenientes relevantes.
Afirma haver erro objetivo na decisão coatora, ao consignar que o paciente teria sido denunciado pela prática de receptação qualificada, quando a denúncia, segundo a defesa, imputou tal delito apenas a corréus, atribuindo ao paciente a prática de furto qualificado mediante fraude, na forma tentada.
Alega que a soltura de cinco corréus, submetidos a severas medidas cautelares, constitui fato superveniente que modificou o panorama cautelar, exigindo análise concreta da suficiência das providências do do Código de Processo Penal para o paciente.
