Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRADO), 1. JOSE RICARDO SOLER DOS SANTOS (IMPETRANTE)
- Advogado
- JOSÉ RICARDO SOLER DOS SANTOS (OAB 394629/SP)
HC 1033498/SP (2025/0340892-5)RELATOR:MINISTRO CARLOS PIRES BRANDÃOIMPETRANTE:JOSE RICARDO SOLER DOS SANTOSADVOGADO:JOSÉ RICARDO SOLER DOS SANTOS - SP394629IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:ALISSON CANDIDO LOPES PEREIRACORRÉU:MAYCON DOUGLAS CAVALCANTE DOS SANTOSINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus impetrado em favor de ALISSON CANDIDO LOPES PEREIRA, contra acórdão proferido pela Direito Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo no julgamento do Processo Criminal n.º 1502488-53.2023.8.26.0548.
Neste writ, a parte impetrante sustenta que a condenação do paciente pelo delito de roubo estaria lastreada em prova nula, em face da violação do artigo 226 do Código de Processo Penal no procedimento de reconhecimento pessoal e fotográfico realizado na fase inquisitorial. O impetrante afirma que o Tribunal a quo considerou o referido artigo seria mera recomendação, o que contraria o entendimento consolidado das Cortes Superiores, especialmente diante dos ritos estabelecidos pelo Superior Tribunal de Justiça, como o Tema 1.258 dos recursos repetitivos. O impetrante expõe que durante a instrução processual, a vítima expressamente não reconheceu o acusado em juízo, de forma clara e objetiva.
Aduz que a condenação foi proferida com base em somente uma prova duvidosa e viciada, qual seja, o reconhecimento efetuado na fase policial, não corroborado por outros elementos de prova concretos e idôneos produzidos em juízo, o que demandaria a aplicação do princípio do in dubio pro reo para a absolvição. O paciente enfatiza que o reconhecimento inicial, viciado pela inobservância das formalidades legais, contaminou a memória do reconhecedor, não havendo nos autos nenhuma prova segura e coerente que aponte, de forma inequívoca, que o acusado foi o autor do roubo.
Foram prestadas informações processuais às fls. 137-174.
O Ministério Público Federal opinou pelo não conhecimento do writ (fls. 179-183).
É o relatório.
Decido.
A análise da presente impetração exige rigorosa observância aos limites constitucionais do habeas corpus, remédio constitucional de natureza específica destinado exclusivamente à proteção do direito fundamental de locomoção, nos termos do , da Constituição Federal.
