Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRADO), 1. IVALDO ALEXANDRE ALVES FILHO (IMPETRANTE)
- Advogado
- IVALDO ALEXANDRE ALVES FILHO (OAB 533189/SP)
HC 1033513/SP (2025/0340922-7)RELATOR:MINISTRO PRESIDENTE DO STJIMPETRANTE:IVALDO ALEXANDRE ALVES FILHOADVOGADO:IVALDO ALEXANDRE ALVES FILHO - SP533189IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:MARINA CORREA GODINHOPACIENTE:FERNANDO CORREA GODINHOINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
Cuida-se de Habeas Corpus impetrado em favor de MARINA CORREA GODINHO, FERNANDO CORREA GODINHO em que se aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (HC n. 2280527-47.2025.8.26.0000).
Consta dos autos que os pacientes foram submetidos a julgamento perante o Tribunal do Júri pela suposta prática de tentativa de homicídio qualificado.
Alega o impetrante a ocorrência de constrangimento ilegal decorrente da decisão monocrática que indeferiu liminarmente o writ impetrado na origem.
Defende a nulidade do julgamento, pois, durante a votação dos quesitos pelo conselho de sentença, inicialmente foi reconhecida a causa de diminuição de pena e a qualificadora do motivo fútil. Contudo, alertados pela magistrada sobre a contradição, os jurados foram submetidos a uma segunda votação, na qual responderam negativamente ao quesito relativo à causa de diminuição de pena e positivamente ao quesito relativo à qualificadora.
Sustenta que a magistrada, ao submeter os jurados a uma segunda votação, violou o disposto no parágrafo único do art. 490 do Código de Processo Penal, além de ter influenciado diretamente os jurados ao ler os quesitos de forma a induzir a resposta, o que teria prejudicado os réus
Requer, em suma, o reconhecimento da nulidade do julgamento e a realização de novo júri.
É o relatório.
Decido.
O writ não merece prosperar.
A decisão combatida foi proferida monocraticamente pelo Desembargador relator na origem, não havendo, pois, deliberação colegiada do Tribunal a quo sobre a matéria trazida na presente impetração, o que inviabiliza o seu conhecimento por esta Corte Superior devido à ausência de exaurimento de instância.
