Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE RONDÔNIA (IMPETRADO), LUCAS ARABE GOMES DA SILVA (IMPETRANTE)
- Advogado
- LUCAS ÁRABE GOMES DA SILVA (OAB 008170/RO)
HC 944344/RO (2024/0341057-9)RELATOR:MINISTRO OTÁVIO DE ALMEIDA TOLEDO (DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJSP)IMPETRANTE:LUCAS ARABE GOMES DA SILVAADVOGADO:LUCAS ÁRABE GOMES DA SILVA - RO008170IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE RONDÔNIAPACIENTE:CHRISTOFHER CLEVER ANDRADEINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE RONDÔNIA
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em favor de CHRISTOFHER CLEVER ANDRADE contra acórdão do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE RONDÔNIA proferido no HC n. 0812803-56.2024.8.22.0000.
Consta dos autos que o paciente está preso preventivamente, desde 13 de agosto de 2024, pela suposta prática do delito capitulado no art. 16 da Lei n. 10.826/2003.
O impetrante sustenta a ocorrência de flagrante ilegalidade, alegando que é portador de bons antecedentes, tem residência e emprego fixo em Manaus/AM, é pai de seis filhos e possui esposa, os quais dependem financeiramente dele.
Além disso, o paciente vem contribuindo com as investigações, já que apresentou a origem lícita dos valores encontrados em seu veículo, bem como autorizou a extração de dados do seu celular, não havendo risco à ordem pública se posto em liberdade.
Ressalta que que, conforme a Súmula 668 do STJ, somente deve ser considerado equiparado a hediondo crime de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso proibido, previsto no art. 16 da Lei n. 10.826/03, afastando-se o caráter hediondo do delito de porte ou posse de arma de fogo de uso permitido e restrito com numeração, marca ou qualquer outro sinal de identificação raspado, suprimido ou adulterado.
Afirma que a fundamentação do juízo a quo foi genérica, considerando que somente fez menção aos requisitos da prisão cautelar, sem apontar os elementos presentes em relação ao caso concreto.
Aduz que embora o paciente possua condenação criminal, esta foi substituída por medida alternativa.
Requer, liminarmente e no mérito, a concessão da ordem para revogar a prisão preventiva, fixando, caso necessárias, cautelares alternativas previstas no do CPP.
