Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 1. DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (IMPETRANTE), 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (IMPETRADO)
- Advogado
- DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
HC 1033551/RJ (2025/0341117-7)RELATOR:MINISTRO OG FERNANDESIMPETRANTE:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIROADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIROIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIROPACIENTE:JAIRO MARINS COURAPACIENTE:WESLEY DE OLIVEIRA DA VEIGACORRÉU:JOAO ANDERSON CANDIDO DA SILVAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus impetrado em favor de JAIRO MARINS COURA e WESLEY DE OLIVEIRA DA VEIGA em que se aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO.
Consta dos autos que os pacientes foram condenados como incursos no art. 157, § 2º, II, por três vezes, na forma do art. 70 do Código Penal, tendo sido fixada as penas do paciente Jairo em 9 anos, 11 meses e 13 dias de reclusão em regime inicial fechado e do pagamento de 60 dias-multa; e ao paciente Wesley as penas de 6 anos, 4 meses e 24 dias de reclusão em regime inicial semiaberto e do pagamento de 39 dias-multa.
A impetrante sustenta nulidade do acórdão por omissão quanto à análise da violação do art. 226 do Código de Processo Penal, em afronta ao art. 619 do Código de Processo Penal.
Alega que a rejeição dos embargos de declaração atribuiu indevidamente inovação recursal, pois a tese de nulidade do reconhecimento embasou o pedido de absolvição desde a apelação.
Afirma que a única vítima ouvida em Juízo não reconheceu o paciente em procedimento regular, indicando fragilidade probatória sob o crivo do contraditório.
Assevera que o reconhecimento policial foi fotográfico, com exibição restrita de imagens e informação prévia de captura, em desconformidade com o art. 226 do Código de Processo Penal.
Defende que o ato é inválido e não pode lastrear a condenação nem ser convalidado por confirmação posterior, segundo a jurisprudência citada e as diretrizes da Resolução n. 484/2022 do CNJ.
Entende que, ausentes provas válidas produzidas em juízo, incide a regra do do Código de Processo Penal e o princípio do in dubio pro reo.
