Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRADO), 1. JOAO ESTEVO FADONI NETO (IMPETRANTE)
- Advogado
- JOÃO ESTEVO FADONI NETO (OAB 452148/SP)
HC 1033565/SP (2025/0341144-4)RELATOR:MINISTRO PRESIDENTE DO STJIMPETRANTE:JOAO ESTEVO FADONI NETOADVOGADO:JOÃO ESTEVO FADONI NETO - SP452148IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:THALLES COSTA MAIAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
Cuida-se de Habeas Corpus impetrado em favor de THALLES COSTA MAIA em que se aponta como ato coator a decisão monocrática de Desembargador do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO que indeferiu o pedido de liminar formulado no HC n. 2274649-44.2025.8.26.0000.
Consta dos autos que o paciente teve seu domicílio alvo de mandado de busca e apreensão, expedido no âmbito de procedimento cautelar.
A defesa, regularmente constituída, requereu acesso aos elementos de prova já documentados nos autos, incluindo a decisão que autorizou a medida, o parecer ministerial, o mandado expedido e a relação de bens apreendidos, contudo, o pedido foi indeferido pelo juízo de origem, sob o fundamento de que o procedimento investigatório ainda se encontrava em curso, o que justificaria a restrição de acesso.
Em suas razões, sustenta o impetrante a ocorrência de constrangimento ilegal, porquanto houve cerceamento do direito de defesa pela violação ao enunciado da Súmula Vinculante n. 14, que assegura ao defensor o acesso amplo aos elementos de prova já documentados em procedimento investigatório.
Alega que a negativa de acesso aos autos impede a defesa de conhecer os fundamentos que justificaram a medida cautelar de busca e apreensão, violando os princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa, previstos no art. 5º, incisos LIV e LV, da Constituição Federal.
Argumenta que a decisão que indeferiu o pedido de acesso afronta diretamente o direito do paciente de impugnar judicialmente medidas que restringem sua liberdade e invadem sua privacidade, configurando flagrante constrangimento ilegal.
Defende que a restrição de acesso aos elementos já documentados nos autos não encontra respaldo na jurisprudência do STF, que admite o sigilo apenas em relação às diligências em andamento, e não aos atos já formalizados.
Requer, liminarmente e no mérito, o imediato acesso da defesa aos elementos de prova já documentados nos autos da medida cautelar, inclusive mediante fornecimento de senha eletrônica, de modo a assegurar o contraditório e a ampla defesa.
