Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRADO), 1. GUILHERME TAVARES MARQUES RODRIGUES (IMPETRANTE)
- Advogado
- GUILHERME TAVARES MARQUES RODRIGUES (OAB 164022/SP)
HC 1121654/SP (2026/0341939-1)RELATOR:MINISTRO PRESIDENTE DO STJIMPETRANTE:GUILHERME TAVARES MARQUES RODRIGUESADVOGADO:GUILHERME TAVARES MARQUES RODRIGUES - SP164022IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:EVELIZE KEIKO GUIBOINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
Cuida-se de Habeas Corpus impetrado em favor de EVELIZE KEIKO GUIBO em que se aponta como ato coator a decisão monocrática de Desembargador do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO que indeferiu o pedido de liminar formulado no HC n. 2191216-11.2026.8.26.0000.
Consta dos autos que a paciente foi condenada à pena de 7 (sete) meses de prisão simples em regime inicial semiaberto, pela prática da contravenção penal capitulada no art. 58, caput, do Decreto-Lei n. 6.259/1944, havendo trânsito em julgado em 22.07.2026 para o Ministério Público e em 03.08.2026 para a defesa, encontrando-se em cumprimento de pena na Penitenciária Feminina de Pirajuí.
Em suas razões, sustenta o impetrante a ocorrência de constrangimento ilegal, porquanto o regime inicial semiaberto seria desproporcional diante da pena de curta duração, da natureza de menor ofensividade da contravenção e das condições pessoais favoráveis da paciente, devendo ser fixado o regime aberto.
Alega que a reincidência específica, isoladamente considerada, não é suficiente para impor regime mais gravoso quando as circunstâncias judiciais são favoráveis e a pena-base foi fixada no mínimo legal, apontando excesso de rigor na individualização do regime inicial.
Afirma que a paciente possui residência fixa, vínculo de trabalho lícito e responsabilidade familiar, e que a manutenção do semiaberto acarreta prejuízos irreparáveis ao emprego e aos filhos menores, reforçando a necessidade de adequação do regime ao princípio da proporcionalidade e da razoabilidade.
Requer, liminarmente e no mérito, a alteração do regime inicial de cumprimento da pena para o regime aberto.
É o relatório.
Decido.
