Processo judicial
Superior Tribunal de Justiça
Possivelmente o mesmo caso em outras instâncias, com partes em comum.
2026
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HC 1121666/SC (2026/0341942-0)RELATORA:MINISTRA NILSONI DE FREITAS (DESEMBARGADORA CONVOCADA DO TJDFT)IMPETRANTE:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SANTA CATARINAADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SANTA CATARINAIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINAPACIENTE:ANDERSON LEANDROINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus impetrado em benefício de ANDERSON LEANDRO no qual se aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA, que julgou a Revisão Criminal n. 5097339-54.2025.8.24.0000/SC.
Depreende-se dos autos que o paciente foi condenado, como incurso no art. 155, § 4º, inciso I, do Código Penal, à pena de 3 (três) anos e 2 (dois) meses de reclusão, além de 15 dias-multa, em regime inicial aberto (e-STJ fls. 351/355).
Após o trânsito em julgado, ocorrido em 23/3/2024, a defesa ajuizou revisão criminal com fundamento no art. 621, inciso I, do Código de Processo Penal, alegando, em síntese, que a condenação é contrária ao texto expresso da lei penal, em razão de erro na primeira fase da dosimetria da pena. O Tribunal julgou indeferiu o pleito revisional (e-STJ fls. 12/19)
O Tribunal de origem, no julgamento dos embargos de declaração, apenas corrigiu o erro material no cálculo da pena a fim de fixar a pena definitiva em 3 (três) anos de reclusão (e-STJ fls. 21/25).
Daí o presente habeas corpus, no qual a defesa alega que o acusado sofre constrangimento ilegal decorrente da equivocada dosimetria da reprimenda que lhe foi aplicada.
Sustenta que o Tribunal de origem incorreu em bis in idem ao valorar negativamente as consequências do delito em razão do prejuízo econômico sofrido pela vítima, bem como aumentou desproporcionalmente em 1/3 a pena-base devido à negativação da vetorial circunstâncias do crime (e-STJ fls. 2/10).
Informações prestadas.
Instado a se manifestar, o Ministério Público Federal opinou pelo não conhecimento do habeas corpus (e-STJ, fls. 398/402).
É o relatório.
Decido.
O writ perdeu seu objeto.
Isto, porque, de acordo com as informações prestadas às e-STJ fls. 371/393, o Juízo da Vara de Execuções Penais da Comarca de Itajaí/SC, em 18/3/2026, concedeu indulto ao paciente e julgou extinta a sua punibilidade quanto à pena corporal imposta na presente ação penal.
A decisão transitou em julgado para o Ministério Público em 25/3/2026; e, para a defesa, em 2/4/2026.
À vista do exposto, julgo prejudicado o habeas corpus.
Publique-se. Intimem-se.
Relator
NILSONI DE FREITAS (DESEMBARGADORA CONVOCADA DO TJDFT)
HC 1121666/SC (2026/0341942-0)RELATORA:MINISTRA NILSONI DE FREITAS (DESEMBARGADORA CONVOCADA DO TJDFT)IMPETRANTE:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SANTA CATARINAADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SANTA CATARINAIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINAPACIENTE:ANDERSON LEANDROINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINAProcesso distribuído pelo sistema automático em 14/08/2026.
HC 1121666/SC (2026/0341942-0)RELATORA:MINISTRA NILSONI DE FREITAS (DESEMBARGADORA CONVOCADA DO TJDFT)IMPETRANTE:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SANTA CATARINAADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SANTA CATARINAIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINAPACIENTE:ANDERSON LEANDROINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA
DESPACHO
Não há pedido liminar.
Solicitem-se informações ao Juízo de primeiro grau e à autoridade apontada como coatora, ressaltando-se que deverão noticiar a esta Corte Superior qualquer alteração no quadro fático atinente ao tema objeto desta impetração.
Destaco que devem ser prestadas informações específicas acerca da data de intimação da defesa a respeito do acórdão impugnado; da data do trânsito em julgado da condenação, caso tenha ocorrido; e de eventual interposição de recurso(s) ou ajuizamento de revisão criminal.
Requeira-se, ainda, senha para acesso aos andamentos processuais constantes do respectivo portal eletrônico, tendo em vista a restrição determinada pela Resolução n. 121 do Conselho Nacional de Justiça.
Após, abra-se vista dos autos ao Ministério Público Federal.
Relator
NILSONI DE FREITAS (DESEMBARGADORA CONVOCADA DO TJDFT)