Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE ALAGOAS (IMPETRADO), 1. MARCOS ANTONIO VILARIM DE MACEDO (IMPETRANTE)
- Advogado
- MARCOS ANTONIO VILARIM DE MACEDO (OAB 22201/AL)
HC 1121902/AL (2026/0343655-6)RELATORA:MINISTRA MARIA MARLUCE CALDASIMPETRANTE:MARCOS ANTONIO VILARIM DE MACEDOADVOGADO:MARCOS ANTONIO VILARIM DE MACEDO - AL022201IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE ALAGOASPACIENTE:GILVAN BALBINO DA SILVAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE ALAGOAS
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em favor de GILVAN BALBINO DA SILVA, contra acórdão da Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Alagoas, no Processo n. 0700327-91.2022.8.02.0068, assim ementado (fls. 24-25):
Ementa: DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. APELAÇÃO CRIMINAL. ESTUPRO DE VULNERÁVEL. TIO QUE ABUSA SEXUALMENTE DE SOBRINHA DE OITO ANOS. PALAVRA DA VÍTIMA CORROBORADA POR OUTROS ELEMENTOS PROBATÓRIOS. IMPOSSIBILIDADE DE ABSOLVIÇÃO. REFORMA PARCIAL DA DOSIMETRIA DA PENA. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO.
I. CASO EM EXAME
1. Apelação Criminal interposta por Gilvan Balbino da Silva contra sentença que o condenou à pena de 14 anos, 7 meses e 15 dias de reclusão, em regime fechado, pela prática do crime previsto no art. 217-A c/c art. 226, II, do Código Penal, por ter praticado atos libidinosos contra sua sobrinha de oito anos. A defesa requer a absolvição por insuficiência de provas (art. 386, VII, do CPP) e, subsidiariamente, a revisão da dosimetria da pena.
II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO
2. HÁ duas questões em discussão: (i) definir se há provas suficientes para manter a condenação por estupro de vulnerável; (ii) estabelecer se a sentença merece reforma no que tange à valoração negativa das circunstâncias judiciais da culpabilidade e das consequências do crime, com reflexo na dosimetria da pena.
III. RAZÕES DE DECIDIR
3. A palavra da vítima, criança de oito anos, mostra-se firme, coerente e compatível com os demais elementos de prova, como os testemunhos de sua mãe, tia e da filha do réu, revelando contexto de reiteradas práticas abusivas por parte do tio.
