Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCO (IMPETRADO), 1. MIGUEL ULISSES ALVES AMORIM (IMPETRANTE)
- Advogados
- MIGUEL ULISSES ALVES AMORIM (OAB 215398/SP), MARIANE SABINO SANTANA (OAB 501373/SP)
HC 1034174/PE (2025/0345050-9)RELATOR:MINISTRO ANTONIO SALDANHA PALHEIROIMPETRANTE:MIGUEL ULISSES ALVES AMORIMADVOGADOS:MIGUEL ULISSES ALVES AMORIM - SP215398MARIANE SABINO SANTANA - SP501373IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCOPACIENTE:RICARDO RAMOS DE LIMAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE PERNAMBUCO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus com pedido liminar impetrado em favor de RICARDO RAMOS DE LIMA no qual se aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCO (Apelação n. 0020705-12.2016.8.17.0001).
Depreende-se dos autos que o paciente foi condenado pelo delito previsto no art. 217-A, c/c o art. 226, II, ambos do Código Penal (CP), na forma do art. 71 do mesmo diploma legal, à pena de 16 (dezesseis) anos, 02 (dois) meses e 12 (doze) dias de reclusão, a ser cumprida, inicialmente, em regime fechado.
Foi negado provimento ao recurso de apelação interposto pela defesa.
Daí o presente habeas corpus, na qual o impetrante alega a presença de nulidade por ausência de defesa, tendo em vista que, da "análise das peças defensivas, em especial as alegações finais, demonstra uma atuação meramente protocolar, que não explorou as teses defensivas com a profundidade necessária, deixando de impugnar especificamente pontos cruciais da acusação e da prova pericial" (e-STJ fl.3 )
Sustenta insuficiência probatória para a condenação.
Aduz ausência de fundamentação idônea para a exasperação da pena-base.
Requer, inclusive liminarmente, seja o processo anulado desde a resposta à acusação e, alternativamente, seja absolvido o réu. Subsidiariamente, busca a redução da pena-base ao mínimo legal.
Decido.
Não se pode olvidar que o Superior Tribunal de Justiça, de longa data, vem buscando fixar balizas para a racionalização do uso do habeas corpus, visando a garantia não apenas do curso natural das ações ou revisões criminais mas também da efetiva priorização do objeto ínsito ao remédio heroico, qual seja, o de prevenir ou remediar lesão ou ameaça de lesão ao direito de locomoção.
