HC 1122498/SC (2026/0348058-9)RELATORA:MINISTRA NILSONI DE FREITAS (DESEMBARGADORA CONVOCADA DO TJDFT)IMPETRANTE:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SANTA CATARINAADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SANTA CATARINAIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINAPACIENTE:JHONATAN FERREIRA DE ARAUJOINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus impetrado em favor de JHONATAN FERREIRA DE ARAUJO apontando como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA (Apelação Criminal n. 5011193-20.2024.8.24.0008/SC).
Depreende-se dos autos que o paciente foi condenado, em primeira instância, como incurso nas sanções dos arts. 121, § 2º, incisos I, III, IV e VI (na forma do § 2º-A, II), 213, caput, e 155, § 1º, do Código Penal, à pena de 34 anos, 1 mês e 10 dias de reclusão, a ser cumprida no regime inicial fechado, além de 14 dias-multa (e-STJ fls. 926/929).
A apelação defensiva foi parcialmente provida para reconhecer a preponderância da confissão quanto ao crime de furto e redimensionar a pena total para 33 (trinta e três) anos, 10 (dez) meses e 20 (vinte) dias de reclusão, mantidos os demais termos da sentença (e-STJ fls. 1.180/1.182).
Daí o presente habeas corpus, no qual a defesa alega que o paciente sofre constrangimento ilegal decorrente da equivocada dosimetria da reprimenda que lhe foi aplicada.
Sustenta que a culpabilidade foi negativada indevidamente por estar o paciente cumprindo medidas cautelares em outro processo. Aponta ausência de razão material para maior censura penal e invoca o postulado do non bis in idem (e-STJ fls. 2/11).
Pugna, desse modo, pelo afastamento da valoração negativa da culpabilidade e pela redução das penas-base dos crimes de homicídio, estupro e furto (e-STJ fls. 10/11).
Informações prestadas.
Instado a se manifestar, o Ministério Público Federal opinou pela denegação da ordem (e-STJ fls. 1.273/1.277).
É o relatório.