Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PIAUÍ (IMPETRADO), 1. ALEXSANDER RENZO DE ARAUJO SOARES CORREIA E OLIVEIRA (IMPETRANTE)
- Advogado
- ALEXSANDER RENZO DE ARAUJO SOARES CORREIA E OLIVEIRA (OAB 13418/PI)
HC 1122575/PI (2026/0348165-2)RELATOR:MINISTRO PRESIDENTE DO STJIMPETRANTE:ALEXSANDER RENZO DE ARAUJO SOARES CORREIA E OLIVEIRAADVOGADO:ALEXSANDER RENZO DE ARAUJO SOARES CORREIA E OLIVEIRA - PI013418IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PIAUÍPACIENTE:SAMARA DE BRITO OLIVEIRACORRÉU:AQUILES LADISLAU DE SOUSACORRÉU:AUDENIR LADISLAU DE SOUSACORRÉU:GIL CARLOS DE SOUSA BRITOCORRÉU:ARMINO NETO DE SOUSA BRITOINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PIAUÍ
DECISÃO
Cuida-se de Habeas Corpus impetrado em favor de SAMARA DE BRITO OLIVEIRA em que se aponta como ato coator a decisão monocrática de Desembargador do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PIAUÍ que indeferiu o pedido de liminar formulado no HC n. 0762671-35.2026.8.18.0000.
Consta dos autos que a paciente responde à Ação Penal de competência do Tribunal do Júri n. 0000387-72.2019.8.18.0066, com sessão plenária designada para 18/08/2026. Houve requerimento de adiamento por doença do patrono titular no período de 11/08/2026 a 22/08/2026, indeferido pelo juiz de primeiro grau, tendo a paciente juntado declaração recusando ser defendida por outros advogados no plenário. Na origem, foi impetrado habeas corpus e a liminar foi indeferida pela desembargadora plantonista.
Em suas razões, sustenta o impetrante a ocorrência de constrangimento ilegal, porquanto o indeferimento do adiamento da sessão plenária do júri, diante da doença comprovada do advogado de confiança incumbido dos debates orais, viola a plenitude de defesa e conduz à nulidade absoluta por defesa deficiente, impondo-se a suspensão do julgamento designado.
Alega que a existência de outros patronos não supre a outorga específica para a sustentação oral no júri, sendo inadequado impor atuação contra a vontade expressa da paciente, que recusou ser assistida por outro defensor em plenário, sob pena de cerceamento de defesa e nulidade dos atos subsequentes.
Argumenta que é caso de superação da Súmula 691/STF, com concessão da ordem, ainda que de ofício, ante a urgência e a teratologia evidenciadas pela iminência do julgamento sem o patrono titular e pelas circunstâncias que denotam coação ilegal.
Requer, liminarmente, a suspensão e o cancelamento da sessão plenária do Tribunal do Júri designada para 18/08/2026. E, no mérito, a anulação de eventual sessão realizada sem a observância da plenitude de defesa e a redesignação do julgamento para data posterior ao restabelecimento do patrono titular.
