Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRADO), 1. MYCKAELLA SOARES DA SILVA (IMPETRANTE)
- Advogado
- NYLMYCKAELLA SOARES DA SILVA (OAB 170020/MG)
HC 1034745/SP (2025/0348821-5)RELATOR:MINISTRO MESSOD AZULAY NETOIMPETRANTE:MYCKAELLA SOARES DA SILVAADVOGADO:NYLMYCKAELLA SOARES DA SILVA - MG170020IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:PAULO ROCHA DE OLIVEIRAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em favor de P. R. DE O., no qual se aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO.
O paciente foi condenado à pena de 23 anos e 4 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do crime previsto no art. 217-A, c/c art. 226, inciso II, ambos do Código Penal.
O Tribunal de origem negou provimento à apelação:
APELAÇÃO CRIMINAL Estupro de vulnerável Condenação Recurso da defesa Materialidade e autoria demonstradas Especial relevância da palavra da vítima Mais prova oral e pericial que a corroboram Alegações de alienação parental e de falsa incriminação incomprovadas Condenação necessária Pena-base exasperada pelas consequências do crime, em motivação adequada e fundada no conjunto probatório Majorante específica relativa à relação de ascendência Continuidade delitiva bem delineada Número incontável de reiterações que justifica a aplicação da maior fração legal Regime fechado de rigor Recurso desprovido.
A impetrante alega, em síntese: (i) nulidade absoluta por ausência de intimação pessoal da advogada e do paciente acerca do julgamento do recurso de apelação; (ii) cerceamento de defesa e violação ao contraditório e à ampla defesa; (iii) inexistência de fundamentação idônea para a manutenção da prisão; (iv) ausência de requisitos para a prisão preventiva.
O pedido liminar foi indeferido (fls. 26/28)
A autoridade coatora prestou informações (fls. 33/66).
O Ministério Público Federal opinou pelo não conhecimento do habeas corpus (fls. 68/72).
É o relatório. DECIDO.
O presente writ foi impetrado contra acórdão do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO já transitado em julgado. Diante dessa situação, não deve ser conhecido, porquanto manejado como substitutivo de revisão criminal, em hipótese na qual não houve inauguração da competência desta Corte.
