Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 1. DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (IMPETRANTE), 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (IMPETRADO)
- Advogado
- DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
HC 1122694/RJ (2026/0348959-4)RELATOR:MINISTRO MESSOD AZULAY NETOIMPETRANTE:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIROADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIROIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIROPACIENTE:RICARDO PEREIRA RIBEIRO JUNIORINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em favor de RICARDO PEREIRA RIBEIRO JÚNIOR, apontando como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO.
Consta dos autos que o paciente está preso preventivamente pela suposta prática do crime de roubo, tendo o flagrante sido convertido em prisão preventiva em 26/07/2026.
A defesa impetrou habeas corpus ao Tribunal de origem, que denegou a ordem em acórdão de fls. 7-16.
No presente writ, a defesa sustenta a ausência de fundamentação concreta da decisão que decretou a segregação cautelar, afirmando que se apoiou na gravidade abstrata do delito e em elementos inerentes ao tipo penal.
Afirma a ocorrência de inovação de fundamentação em sede de habeas corpus originário (reformatio in pejus), ao argumento de que o TJ/RJ teria acrescentado a conveniência da instrução criminal como fundamento não previsto no decreto prisional.
Pondera as condições pessoais favorávies do paciente, defendendo a possibilidade de substituição da prisão por medidas cautelares diversas, previstas no art. 319 do Código de Processo Penal.
Requer, ao final, a revogação da prisão preventiva ou sua substituição por medidas cautelares diversas.
Liminar indeferida às fls. 157-158.
Informações prestadas às fls. 162-167 e 174-178.
O Ministério Público Federal, em parecer às fls. 180-182, manifestou-se pela denegação da ordem.
É o relatório. DECIDO.
A análise da decisão que decretou a prisão preventiva, permite a conclusão de que a prisão cautelar encontra-se devidamente fundamentada para a garantia da ordem pública, em razão da gravidade concreta da conduta atribuída, haja vista que o recorrente praticou, em tese, o crime de roubo. O acusado teria abordado a vítima em um ponto de ônibus, à noite, simulando portar arma de fogo ao manter uma das mãos sob a camisa e ordenar “passa, passa”, subtraindo o celular e empreendendo fuga, sendo localizado pouco depois ainda na posse da res furtiva - fl. 17.
