Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO (IMPETRADO), 1. RAFAEL ALMEIDA DE SOUZA (IMPETRANTE)
- Advogado
- RAFAEL ALMEIDA DE SOUZA (OAB 13237/ES)
HC 1034840/ES (2025/0349187-1)RELATOR:MINISTRO PRESIDENTE DO STJIMPETRANTE:RAFAEL ALMEIDA DE SOUZAADVOGADO:RAFAEL ALMEIDA DE SOUZA - ES013237IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTOPACIENTE:ÂNGELO DE LUCA NETTOCORRÉU:ALEXANDRE TEIXEIRA CARLOSCORRÉU:JOHN PETERSON NUNES MERLOINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
DECISÃO
Cuida-se de Habeas Corpus impetrado em favor de ÂNGELO DE LUCA NETTO em que se aponta como ato coator a decisão monocrática de Desembargador do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO que indeferiu o pedido de liminar formulado no HC n. 5014748-79.2025.8.08.0000.
Consta dos autos que o paciente foi pronunciado pela suposta prática do delito capitulado no art. 121, § 2º, I e IV, do Código Penal.
Em suas razões, sustenta o impetrante a ocorrência de constrangimento ilegal, porquanto a decisão de pronúncia foi fundamentada em depoimento indireto de testemunha que não presenciou os fatos e que reproduziu comentários de terceiros, em afronta ao art. 155 do Código de Processo Penal.
Alega que a decisão de pronúncia é manifestamente nula, pois não há elementos probatórios mínimos que atendam ao standard probatório intermediário exigido pelo art. 413 do CPP.
Argumenta que a realização do julgamento popular, designado para o dia 15.9.2025, antes da apreciação do mérito do Habeas Corpus, comprometerá de forma irreversível a utilidade da decisão, sujeitando o paciente a julgamento nulo e obrigando a anulação posterior do plenário.
Requer, assim, liminarmente e no mérito, a suspensão do plenário do Júri designado para o dia 15.9.2025, até a apreciação do mérito do Habeas Corpus impetrado junto ao Tribunal de origem.
É o relatório.
Decido.
Constata-se, desde logo, que a pretensão não pode ser acolhida por esta Corte Superior, pois a matéria não foi examinada pelo Tribunal de origem, que ainda não julgou o mérito do writ originário.
