Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (IMPETRADO), 1. GABRIEL DE SOUZA SANTOS (IMPETRANTE)
- Advogados
- GABRIEL DE SOUZA SANTOS (OAB 241821/RJ), VITOR MEIRELES GONCALVES (OAB 153948/RJ)
HC 1123010/RJ (2026/0350820-5)RELATOR:MINISTRO OG FERNANDESIMPETRANTE:GABRIEL DE SOUZA SANTOSADVOGADOS:VITOR MEIRELES GONCALVES - RJ153948GABRIEL DE SOUZA SANTOS - RJ241821IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIROPACIENTE:SAVIO ARDUINE DE AZEVEDO CANTOINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus com pedido de liminar impetrado em favor de SÁVIO ARDUINE DE AZEVEDO CANTO em que se aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO.
Consta dos autos que o paciente foi condenado às penas de 2 anos, 2 meses e 20 dias de reclusão e 4 meses e 24 dias de detenção, em regime inicial semiaberto, como incurso nas sanções dos arts. 129, § 13, e 147, § 1º, do Código Penal – CPP.
O impetrante alega que o Ministério Público, na origem, manifestou-se pela liberdade, contudo, a prisão preventiva foi mantida pelo juízo, sem requerimento acusatório, contrariando o sistema acusatório delineado no art. 311 do CPP.
Aduz que a decisão de primeiro grau não indicou os fundamentos do art. 312 do CPP, e a instrução já se encontra encerrada, inexistindo necessidade cautelar vinculada à colheita de prova.
Relata que não se verifica a contemporaneidade dos motivos, pois os fatos ocorreram há quatro meses, e o art. 312, § 2º, do CPP exige fatos novos ou atuais para justificar a medida extrema.
Assevera que a decisão de plantão do Tribunal de origem agregou fundamentos não constantes da sentença, como ordem pública, proteção da vítima e conveniência da instrução, incorrendo em ilegalidade e omissão quanto à incompatibilidade entre o regime semiaberto e a manutenção da custódia.
Defende que há incompatibilidade entre o regime inicial semiaberto fixado na condenação e a prisão preventiva, em afronta ao princípio da homogeneidade das cautelares.
Alega que há contradição quando a prisão cautelar é mais severa do que o regime inicial fixado na sentença, devendo ser preservada a correlação entre título condenatório e situação cautelar.
