Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO (IMPETRADO), 1. DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO (IMPETRANTE)
- Advogado
- DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
HC 1123538/ES (2026/0354595-5)RELATOR:MINISTRO CARLOS PIRES BRANDÃOIMPETRANTE:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTOADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTOIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTOPACIENTE:ROBSON CAMPOSINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em favor de ROBSON CAMPOS, apontando como autoridade coatora o Desembargador Relator do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, que nos autos do Habeas Corpus n. 5015040-30.2026.8.08.0000 indeferiu o pedido liminar.
Consta dos autos que o paciente foi preso em flagrante no dia 24 de dezembro de 2024, prisão posteriormente convertida em preventiva, pela suposta prática do crime de estupro de vulnerável, pois teria praticado atos libidinosos contra uma criança de 10 anos de idade no interior de um transporte coletivo.
A defesa alega a ocorrência de constrangimento ilegal por excesso de prazo para a formação da culpa.
Argumenta que o paciente está preso preventivamente há mais de um ano e sete meses sem que a instrução criminal tenha sido iniciada.
Sustenta que a demora não pode ser atribuída à defesa, destacando que durante grande parte do trâmite processual o acusado permaneceu sem defesa técnica constituída, o que apenas foi sanado com a intervenção da Defensoria Pública.
Aponta que a gravidade abstrata do delito não justifica a manutenção indefinida da prisão.
Requer a concessão da ordem para revogar a prisão preventiva, expedindo-se o alvará de soltura. Subsidiariamente, pugna pela aplicação de medidas cautelares diversas da prisão, previstas no artigo 319 do Código de Processo Penal.
É o relatório.
Decido.
O presente habeas corpus insurge-se contra a decisão monocrática proferida por Desembargador Relator do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo, que indeferiu a tutela de urgência no writ originário, mantendo a custódia cautelar sob o fundamento de garantia da ordem pública, risco de reiteração delitiva e ausência de desídia estatal flagrante que configurasse excesso de prazo.
