Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS (IMPETRADO), 1. PAULO MORAIS NASCENTES COELHO (IMPETRANTE)
- Advogado
- PAULO MORAIS NASCENTES COELHO (OAB 158883/MG)
HC 1124448/MG (2026/0360745-4)RELATOR:MINISTRO PRESIDENTE DO STJIMPETRANTE:PAULO MORAIS NASCENTES COELHOADVOGADO:PAULO MORAIS NASCENTES COELHO - MG158883IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAISPACIENTE:ALLYSON OLIVEIRA ARCANJOINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
DECISÃO
Cuida-se de Habeas Corpus impetrado em favor de ALLYSON OLIVEIRA ARCANJO em que se aponta como ato coator a decisão monocrática de Desembargador do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS que indeferiu o pedido de liminar formulado no HC n. 1.0000.26.484672-6/000.
Consta dos autos a prisão em flagrante do paciente, posteriormente convertida em custódia preventiva, decorrente da suposta prática do delito capitulado no art. 215-A do Código Penal.
Em suas razões, sustenta o impetrante a ocorrência de constrangimento ilegal, porquanto a decisão que manteve a prisão preventiva se apoiou na premissa de reincidência e em condenações anteriores por tráfico e roubo não comprovadas pelas certidões constantes dos autos, apontando erro objetivo no decreto prisional, com menção indevida a CACs que não registram tais condenações.
Alega que não estão presentes os requisitos do art. 312 do CPP, porque a gravidade concreta do fato narrado e o vínculo familiar com a vítima não evidenciam, por si sós, periculum libertatis atual, sendo suficientes medidas cautelares diversas e protetivas direcionadas a impedir contato e aproximação, à luz do art. 319 do CPP.
Defende que é inaplicável o art. 313, II, do CPP, uma vez que não há condenação anterior por crime doloso transitada em julgado, e que a mera admissibilidade abstrata do art. 313, I, não supre a exigência de demonstração concreta dos requisitos do art. 312.
Expõe que deixaram de ser explicitados os motivos para a não aplicação de medidas cautelares alternativas, as quais se revelam adequadas e suficientes para neutralizar eventual risco, impondo-se, nos termos do , do CPP, a subsidiariedade da prisão preventiva.
