Processo judicial
Superior Tribunal de Justiça
Possivelmente o mesmo caso em outras instâncias, com partes em comum.
2025
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AgRg no HC 1036953/PB (2025/0362672-4)RELATOR:MINISTRO SEBASTIÃO REIS JÚNIORAGRAVANTE:JEFFERSON PEREIRA DA SILVAADVOGADOS:JOSÉ GOUVEIA LIMA NETO - PB016548ROBERTO DE OLIVEIRA NASCIMENTO - PB020680RENATO SANTOS DE MELO - PB025229AGRAVADO:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERALAGRAVADO:MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DA PARAIBA - PGJIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA
ACÓRDÃO
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da SEXTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 06/11/2025 a 12/11/2025, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator.
Os Srs. Ministros Rogerio Schietti Cruz, Antonio Saldanha Palheiro, Carlos Pires Brandão e Og Fernandes votaram com o Sr. Ministro Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Carlos Pires Brandão.
AgRg no HC 1036953/PB (2025/0362672-4)RELATOR:MINISTRO SEBASTIÃO REIS JÚNIORAGRAVANTE:JEFFERSON PEREIRA DA SILVAADVOGADOS:JOSÉ GOUVEIA LIMA NETO - PB016548ROBERTO DE OLIVEIRA NASCIMENTO - PB020680RENATO SANTOS DE MELO - PB025229AGRAVADO:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERALAGRAVADO:MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DA PARAIBA - PGJIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBAProcesso incluído na Pauta de Julgamentos da SEXTA TURMA, Sessão Virtual do dia 06/11/2025 00:00:00, com encerramento no dia 12/11/2025 23:59:59 (RISTJ, Art. 184-E).
HC 1036953/PB (2025/0362672-4)RELATOR:MINISTRO SEBASTIÃO REIS JÚNIORIMPETRANTE:ROBERTO DE OLIVEIRA NASCIMENTOADVOGADOS:JOSÉ GOUVEIA LIMA NETO - PB016548ROBERTO DE OLIVEIRA NASCIMENTO - PB020680RENATO SANTOS DE MELO - PB025229IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBAPACIENTE:JEFFERSON PEREIRA DA SILVAINTERESSADO:MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DA PARAIBA - PGJ
DECISÃO
O presente writ, impetrado em benefício de JEFFERSON PEREIRA DA SILVA – preso preventivamente, em 26/6/2025, pela prática, em tese, do crime de posse ilegal de arma de fogo de uso restrito –, em que se aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA (Habeas Corpus n. 0812638-67.2025.8.15.0000), não comporta processamento.
Com efeito, busca a impetração a revogação da prisão cautelar imposta ao paciente, aos argumentos de ausência de fundamentação concreta para o decreto de prisão preventiva; acréscimo de fundamentação pelo Tribunal de origem; crime praticado sem violência ou grave ameaça à pessoa; primariedade e suficiência de medidas cautelares alternativas.
Ocorre que, da análise dos autos, em especial da decisão que decretou a segregação cautelar, o Magistrado logrou demonstrar fundamentação adequada, uma vez que o indigitado é alvo de uma investigação em que se busca a identificação da prática de vários crimes cometidos em sede de organização criminosa de maneira que, mesmo em se tratando de réu primário, com endereço fixo, entendo que a apreensão de armas de uso restrito, além de grande quantidade de munição de vários calibres, somado às fundadas suspeitas de participação em organização criminosa que autorizaram a busca em sua residência, são elementos suficientes para considerar presente o risco à ordem pública (fl. 21 - grifo nosso), a denotar sua periculosidade, bem como a probabilidade concreta de reiteração delitiva.
Nesse sentido, confira-se a jurisprudência deste Superior Tribunal: AgRg no HC n. 984.484/RS, de minha relatoria, Sexta Turma, julgado em 14/4/2025, DJEN de 25/4/2025; e AgRg no HC n. 937.370/RJ, relatora Ministra Daniela Teixeira, Quinta Turma, julgado em 16/10/2024, DJe de 23/10/2024.
Ainda, estando devidamente fundamentada a decisão proferida pelo Juiz singular, indiferente o suposto acréscimo de fundamentação perpetrado pelo Tribunal a quo.
Afora isso, é entendimento desta Casa que as condições favoráveis do paciente, por si sós, não impedem a manutenção da prisão cautelar quando devidamente fundamentada; e que é inaplicável medida cautelar alternativa quando as circunstâncias evidenciam que as providências menos gravosas seriam insuficientes para a manutenção da ordem pública.
Assim, não há a coação ilegal descrita na inicial.
Em face do exposto, com fulcro no art. 210 do RISTJ, indefiro liminarmente a inicial.
Publique-se.
Relator
SEBASTIÃO REIS JÚNIOR
HC 1036953/PB (2025/0362672-4)RELATOR:MINISTRO SEBASTIÃO REIS JÚNIORIMPETRANTE:ROBERTO DE OLIVEIRA NASCIMENTOADVOGADOS:JOSÉ GOUVEIA LIMA NETO - PB016548ROBERTO DE OLIVEIRA NASCIMENTO - PB020680RENATO SANTOS DE MELO - PB025229IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBAPACIENTE:JEFFERSON PEREIRA DA SILVAINTERESSADO:MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DA PARAIBA - PGJProcesso distribuído pelo sistema automático em 19/09/2025.