Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SERGIPE (IMPETRADO), 1. IVIS MELO DE SOUZA (IMPETRANTE)
- Advogado
- IVIS MELO DE SOUZA (OAB 7165/SE)
HC 1124821/SE (2026/0362676-5)RELATOR:MINISTRO REYNALDO SOARES DA FONSECAIMPETRANTE:IVIS MELO DE SOUZAADVOGADO:IVIS MELO DE SOUZA - SE007165IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SERGIPEPACIENTE:ANTONIO VICTOR PEREIRA CIRILO DA SILVACORRÉU:JANAINA SANTOS BISPOINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SERGIPE
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus impetrado em favor de ANTÔNIO VICTOR PEREIRA CIRILO DA SILVA contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe (HC n. 202600348085).
Consta que o paciente responde a ação penal de competência do Júri pela suposta prática de homicídio qualificado (art. 121, § 2º, incisos II, IV e VIII, do Código Penal), tendo sido decretada prisão temporária em 23/07/2025 e convertida em preventiva em 21/08/2025, encontrando-se custodiado desde então. A denúncia foi oferecida em 03/09/2025 e recebida em 05/09/2025.
A defesa impetrou habeas corpus perante o Tribunal a quo, alegando excesso de prazo na formação da culpa e apontando a não apreciação de requerimentos defensivos, inclusive pedido de revogação da preventiva formulado oralmente em audiência (19/06/2026), além de paralisações atribuídas ao aparato estatal.
O Tribunal a quo não conheceu do writ por decisão monocrática de 10/07/2026 e, em agravo interno subsequente, julgou improcedente o recurso, mantendo a extinção sem exame de mérito. O acórdão foi assim ementado (e-STJ fls. 63/68):
Ementa: DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO INTERNO EM HABEAS CORPUS. PRISÃO PREVENTIVA. PEDIDO DE REVOGAÇÃO FORMULADO PERANTE O JUÍZO DE PRIMEIRO GRAU E PENDENTE DE APRECIAÇÃO. AUSÊNCIA DE DECISÃO IMPUGNÁVEL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. MANUTENÇÃO DA DECISÃO MONOCRÁTICA QUE EXTINGUIU O WRIT SEM RESOLUÇÃO DO MÉRITO. RECURSO DESPROVIDO.
I. CASO EM EXAME
1. Agravo interno interposto contra decisão monocrática que não conheceu de habeas corpus e extinguiu o processo sem resolução do mérito, porque o pedido de revogação da prisão preventiva, formulado oralmente em audiência e posteriormente reiterado por escrito, ainda aguardava apreciação pelo Juízo de primeiro grau. A defesa requereu a reforma da decisão para que o habeas corpus fosse conhecido e a prisão preventiva relaxada por excesso de prazo ou, subsidiariamente, substituída por medidas cautelares diversas.
