Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRADO), 1. FELIPE DE SOUZA SANTOS (IMPETRANTE)
- Advogado
- FELIPE DE SOUZA SANTOS (OAB 460998/SP)
HC 1125012/SP (2026/0364286-8)RELATOR:MINISTRO PRESIDENTE DO STJIMPETRANTE:FELIPE DE SOUZA SANTOSADVOGADO:FELIPE DE SOUZA SANTOS - SP460998IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:Y H BINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
Cuida-se de Habeas Corpus impetrado em favor de Y H B em que se aponta como ato coator a decisão monocrática de Desembargador do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO que indeferiu o pedido de liminar formulado no HC n. 2199790-23.2026.8.26.0000.
Consta dos autos que foi julgada procedente a representação pela prática de atos infracionais análogos aos crimes previstos no art. 217-A, caput, do Código Penal; e nos arts. 240 e 241-A, ambos do Estatuto da Criança e do Adolescente, tendo sido imposta ao paciente a medida socioeducativa de internação.
Em suas razões, sustenta o impetrante a ocorrência de constrangimento ilegal, porquanto a internação foi mantida com base em premissa fática equivocada, pois não houve tentativa prévia de medida socioeducativa em meio aberto, e o descumprimento de medida protetiva dirigida à vítima não autoriza concluir pelo fracasso de liberdade assistida inexistente.
Alega que não foi demonstrada a imprescindibilidade do meio fechado, nos termos do art. 122, § 2º, do ECA, sendo suficientes e adequadas as medidas em meio aberto estruturadas, à luz do estudo psicossocial e das condições pessoais do paciente, com acompanhamento pelo CAPS e pelo CREAS, supervisão escolar e fiscalização judicial.
Afirma que sobreveio parecer da Procuradoria-Geral de Justiça, em 23.08.2026, pelo provimento da apelação e pela substituição da internação por liberdade assistida com rede intersetorial e reavaliações periódicas, o que evidencia a desnecessidade da medida extrema e reforça a plausibilidade jurídica da substituição.
Requer, assim, liminarmente e no mérito, a substituição da internação por medida socioeducativa em meio aberto de liberdade assistida, com atendimento pelo CAPS, acompanhamento pelo CREAS e supervisão escolar. Subsidiariamente, pugna pela suspensão da internação e imediata reapreciação da liminar pelo Tribunal de origem à luz do parecer superveniente da Procuradoria-Geral de Justiça.
