Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRADO), 1. ANTÔNIO MILHIM DAVID (IMPETRANTE)
- Advogados
- ANTONIO MILHIM DAVID (OAB 28259/SP), MELISSA DE CASTRO VILELA CARVALHO DA SILVEIRA (OAB 259231/SP), MARINA GARIBA IZALBERTI FREITAS (OAB 483952/SP)
HC 1125843/SP (2026/0369478-3)RELATOR:MINISTRO OG FERNANDESIMPETRANTE:ANTÔNIO MILHIM DAVIDADVOGADOS:ANTONIO MILHIM DAVID - SP028259MELISSA DE CASTRO VILELA CARVALHO DA SILVEIRA - SP259231MARINA GARIBA IZALBERTI FREITAS - SP483952IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:KETHELYN CRISTINA PARRA DOURADOCORRÉU:PAULO FERNANDO PEREIRA RODRIGUESINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus com pedido de liminar impetrado em favor de KETHELYN CRISTINA PARRA DOURADO em que se aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO.
Consta dos autos que a paciente foi condenada às penas de 5 (cinco) anos e 10 (dez) meses, em regime inicial fechado, como incursa nas sanções do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 (fl. 48).
Alega que houve indeferimento da liminar na origem, com manutenção da prisão, apesar de documentação médica e social apta a demonstrar situação excepcional.
Aduz que deve ser superado o óbice da Súmula n. 691 do STF, por teratologia decorrente de omissão na apreciação de prova pré-constituída.
Assevera que é mãe de 4 (quatro) crianças menores e que uma delas, com 4 (quatro) anos, tem Transtorno do Espectro Autista – TEA, demandando cuidados contínuos.
Afirma que o pai das crianças está com mandado de prisão, deixando o núcleo familiar desassistido.
Defende que a avó materna não pode assumir o cuidado dos menores, por limitações de saúde e responsabilidades com o cônjuge enfermo.
Entende que, para evitar retorno ao local do fato, foi indicado novo endereço para o cumprimento da prisão domiciliar.
Pondera que o art. 318-A do CPP e o precedente do STF no HC coletivo n. 143.641 asseguram prisão domiciliar a mães de menores, em crimes sem violência ou grave ameaça.
Informa que a manutenção do cárcere afronta a proteção integral da criança e da pessoa com deficiência, nos termos do da Constituição.
