Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO CEARÁ (IMPETRADO), 1. PEDRO HENRIQUE RODRIGUES DE TOLEDO (IMPETRANTE)
- Advogado
- PEDRO HENRIQUE RODRIGUES DE TOLEDO (OAB 514328/SP)
HC 1126175/CE (2026/0372037-0)RELATORA:MINISTRA MARIA MARLUCE CALDASIMPETRANTE:PEDRO HENRIQUE RODRIGUES DE TOLEDOADVOGADO:PEDRO HENRIQUE RODRIGUES DE TOLEDO - SP514328IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO CEARÁPACIENTE:JOAO BATISTA REINALDO DOS SANTOSINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO CEARÁ
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em favor de J B R DOS S contra acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Ceará.
Consta dos autos que o paciente foi condenado pelo crime do art. 217-A do Código Penal, à pena de 10 anos e 8 meses de reclusão, em regime inicial fechado (fls. 43-53).
Houve a interposição de recurso de apelação defensivo, o qual foi conhecido e desprovido, mantendo-se integralmente a condenação, ficando o julgado assim ementado (fls. 54-55):
DIREITO PENAL. APELAÇÃO CRIMINAL. ESTUPRO DE VULNERÁVEL. CONJUNÇÃO CARNAL PRATICADA COM CRIANÇA DE ONZE ANOS. PALAVRA DA VÍTIMA CORROBORADA POR OUTROS ELEMENTOS DE PROVA. CONTINUIDADE DELITIVA RECONHECIDA. RECURSO DESPROVIDO.
I. CASO EM EXAME
1. Apelação criminal interposta contra sentença que condenou o acusado por estupro de vulnerável, previsto no art. 217-A do CP, com incidência da regra do crime continuado, nos termos do art. 71 do CP.
2. Fato relevante. A vítima, criança de 11 anos de idade, narrou ter sido submetida, de forma reiterada, à prática de conjunção carnal e outros atos libidinosos pelo acusado. O réu confessou parcialmente os fatos em sede policial e judicial.
3. As decisões anteriores. A sentença condenou o réu com base na prova oral colhida em juízo, nos laudos periciais e na confissão extrajudicial. A defesa postulou a absolvição ou o afastamento da continuidade delitiva.
II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO
4. HÁ duas questões em discussão: (i) saber se a prática reiterada de conjunção carnal com menor de 14 anos, com fundamento na prova testemunhal e pericial, autoriza a condenação pelo crime de estupro de vulnerável; e (ii) saber se é cabível a aplicação da continuidade delitiva prevista no do CP, diante da reiteração dos atos em contexto semelhante.
