Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA (IMPETRADO), GUILHERME FELIPE DE PAULA (IMPETRANTE)
- Advogado
- GUILHERME FELIPE DE PAULA (OAB 061753/SC)
HC 966996/SC (2024/0467885-5)RELATOR:MINISTRO OTÁVIO DE ALMEIDA TOLEDO (DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJSP)IMPETRANTE:GUILHERME FELIPE DE PAULAADVOGADO:GUILHERME FELIPE DE PAULA - SC061753IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINAPACIENTE:C E M PINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em favor de C. E. M. P., no qual se aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA (HC n. 5062813-95.2024.8.24.0000).
Consta que o paciente foi condenado, em primeiro grau, às penas de 12 (doze) anos de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do crime previsto no art. 217-A, caput, c/c o art. 226, inciso II, ambos do Código Penal. Em seguida, o Tribunal de origem negou provimento à apelação defensiva.
Após o trânsito em julgado do édito condenatório, a Defesa impetrou habeas corpus perante a Corte a quo, que não conheceu do pedido, em decisão monocrática mantida no julgamento do respectivo agravo regimental, o qual não foi conhecido.
Neste writ, a parte impetrante sustenta, em síntese, a ausência de provas suficientes para a condenação do paciente.
Argumenta que existe a possibilidade concreta de que o acusado não tenha agido de forma deliberada ou consciente, motivo pelo qual deve-se observar o princípio do in dubio pro reo (fl. 18).
Requer, liminarmente, a suspensão do mandado prisional expedido contra o sentenciado. No mérito, pleiteia a concessão da ordem para absolver o paciente, com fundamento no art. 386, inciso VII, do Código de Processo Penal.
É o relatório.
DECIDO.
HÁ óbice ao conhecimento do pedido.
Na espécie, o Tribunal estadual não conheceu do agravo regimental interposto contra a decisão monocrática que não conhecera do writ originário consignando a seguinte fundamentação (fls. 24-25):
