Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO (IMPETRADO), 1. SAMANTA BIANCONI TAVELLA (IMPETRANTE)
- Advogado
- SAMANTA BIANCONI TAVELLA (OAB 38422/ES)
HC 1056411/ES (2025/0471750-1)RELATOR:MINISTRO PRESIDENTE DO STJIMPETRANTE:SAMANTA BIANCONI TAVELLAADVOGADO:SAMANTA BIANCONI TAVELLA - ES038422IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTOPACIENTE:ELIMAR PEREIRAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
DECISÃO
Cuida-se de Habeas Corpus impetrado em favor de ELIMAR PEREIRA em que se aponta como ato coator a decisão monocrática de Desembargador do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO que indeferiu o pedido de liminar formulado no HC n. 7011337-91.2025.8.08.0000.
Consta dos autos a prisão em flagrante do paciente, posteriormente convertida em custódia preventiva, decorrente de suposta prática do delito capitulado no art. 217-A do Código Penal.
Em suas razões, sustenta o impetrante a ocorrência de constrangimento ilegal, pois há nulidade do flagrante em razão da violação de domicílio realizada sem fundadas razões e sem autorização judicial, sendo ilícitas as provas dela derivadas, além de não ter restado configurada nenhuma das hipóteses previstas no art. 302 do Código de Processo Penal.
Aduz que a segregação processual do paciente, que possui predicados pessoais favoráveis, encontra-se despida de fundamentação idônea, pois amparada na mera gravidade abstrata do delito.
Explicita que está ausente a contemporaneidade dos motivos ensejadores da custódia cautelar.
Expõe que revelam-se adequadas e suficientes as medidas cautelares alternativas positivadas no art. 319 do CPP.
Alega que houve cerceamento do direito de defesa, por não ter sido o paciente informado de sua prisão, do direito ao silêncio e de comunicar advogado no momento da condução pela autoridade policial.
Requer, assim, liminarmente e no mérito, o relaxamento da prisão cautelar ou sua revogação, ainda que mediante a aplicação de medidas cautelares alternativas não prisionais.
É o relatório.
