Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRADO), 1. RENILTON DE SOUSA RODRIGUES (IMPETRANTE)
- Advogados
- RENILTON DE SOUSA RODRIGUES (OAB 387688/SP), THIAGO BIANCHI DA ROCHA (OAB 322059/SP), EDEVALDO PEREIRA SANTANA (OAB 498407/SP)
HC 1056807/SP (2025/0473027-9)RELATOR:MINISTRO PRESIDENTE DO STJIMPETRANTE:RENILTON DE SOUSA RODRIGUESADVOGADOS:THIAGO BIANCHI DA ROCHA - SP322059RENILTON DE SOUSA RODRIGUES - SP387688EDEVALDO PEREIRA SANTANA - SP498407IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:ROBERTA CRISTINA DA SILVA MORAISINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
Cuida-se de Habeas Corpus impetrado em favor de ROBERTA CRISTINA DA SILVA MORAIS em que se aponta como ato coator a decisão monocrática de Desembargador do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO que indeferiu o pedido de liminar formulado no HC n. 2358286-87.2025.8.26.0000.
Consta dos autos a prisão temporária da paciente decorrente de suposta prática dos delitos capitulados no art. 33, caput, e § 1º, II, da Lei 11.343/2006, bem como nos arts. 157, 218-B, 229, 230, § 1º, todos do Código Penal e, ainda, no art. 244-B do Estatuto da Criança e do Adolescente.
Em suas razões, sustenta o impetrante a ocorrência de constrangimento ilegal, porquanto a prisão temporária foi mantida por prazo superior ao legalmente permitido para a conduta imputada, com prorrogação por mais 30 dias sem enfrentamento do argumento central da defesa.
Alega que há erro de tipificação, porque o contexto fático, na pior hipótese, configuraria a conduta descrita no art. 33, § 2º, da Lei 11.343/2006 e não no art. 33, caput, desta mesma norma legal, afastando a natureza hedionda e, por conseguinte, o prazo elastecido da prisão temporária.
Expõe que não há outros crimes hediondos na imputação, destacando que o art. 218-B do Código Penal não possui tal classificação na legislação vigente, razão pela qual não se justifica a adoção de prazo elástico de 30 dias na prisão temporária.
Defende que a segregação processual da paciente encontra-se despida de fundamentação idônea e que não estão presentes os requisitos autorizadores da prisão temporária, previstos na .
