Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL (IMPETRADO), 1. DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL (IMPETRANTE)
- Advogado
- DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL (OAB 0000000/DF)
HC 968452/MS (2024/0476142-8)RELATOR:MINISTRO OG FERNANDESIMPETRANTE:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SULADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SULIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SULPACIENTE:M M DA SINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus sem pedido de liminar impetrado em favor de M. M. DA S. em que se aponta como autoridade coatora o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul (fl. 2).
Na peça, a defesa informa que o paciente foi condenado à pena de 15 anos, 9 meses e 23 dias de reclusão em regime inicial fechado, como incurso nas sanções do art. 217-A, c/c o art. 71, ambos do Código Penal (fl. 3).
A defesa sustenta que a existência de constrangimento ilegal infligido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul, que, sem justa causa, negou a desclassificação do crime de estupro de vulnerável para o de importunação sexual, previsto no art. 215-A do Código Penal (fl. 5).
Afirma que os atos praticados pelo paciente, consistentes em passar a mão no corpo da infante e chupar os seios da vítima de 11 anos, não configuram estupro de vulnerável, mas sim importunação sexual, por serem atos de menor gravidade (fls. 6-9).
Alega que a caracterização do ato como estupro de vulnerável viola o princípio da proporcionalidade, adequação e necessidade, e que a conduta descrita nos autos configura o crime de importunação sexual (fls. 9).
No mérito, a defesa requer a concessão da ordem de habeas corpus para desclassificar a conduta do paciente para a figura típica do delito descrito no art. 215-A do Código Penal (fl. 10).
É o relatório.
O Superior Tribunal de Justiça entende ser inviável a utilização do habeas corpus como sucedâneo de recurso próprio, previsto na legislação, impondo-se o não conhecimento da impetração.
Sobre a questão, confiram-se os seguintes julgados desta Corte Superior:
