Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRADO), 1. ROMER MOREIRA SOARES (IMPETRANTE)
- Advogado
- RÔMER MOREIRA SOARES (OAB 209251/SP)
HC 1059084/SP (2025/0485883-3)RELATOR:MINISTRO PRESIDENTE DO STJIMPETRANTE:ROMER MOREIRA SOARESADVOGADO:RÔMER MOREIRA SOARES - SP209251IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:CICERO JEAN FERREIRA MONTEIROINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
Cuida-se de Habeas Corpus impetrado em favor de CICERO JEAN FERREIRA MONTEIRO em que se aponta como ato coator a decisão monocrática de Desembargador do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO que indeferiu o pedido de liminar formulado no HC n. 2382474-47.2025.8.26.0000.
Consta dos autos a prisão preventiva do paciente decorrente de suposta prática do delito capitulado no art. 217-A, caput, na forma do art. 69, todos do Código Penal, termos em que denunciado.
Em suas razões, sustenta o impetrante a ocorrência de constrangimento ilegal, porquanto há excesso de prazo para a formação da culpa, sob o argumento de que "A instrução foi marcada para data muito posterior (março de 2026), transformando a prisão cautelar em antecipação de pena" (fl. 6).
Alega que está ausente a contemporaneidade dos motivos da custódia.
Afirma que a segregação processual do paciente, que possui predicados pessoais favoráveis, encontra-se despida de fundamentação idônea, pois amparada na mera gravidade abstrata do delito.
Defende que não estão presentes os requisitos autorizadores da medida extrema, previstos no art. 312 do CPP.
Expõe que se revelam adequadas e suficientes as medidas cautelares alternativas previstas no art. 319 do CPP.
Pondera que "consta dos autos que a suposta vítima reconhece, em conversas juntadas aos autos, que nada ocorreu com o acusado; afirma ter buscado vantagem financeira, bem como possui idade superior a 14 anos, retirando a tese inicial do Ministério Público" (fl. 6).
Requer, assim, liminarmente e no mérito, o relaxamento da prisão cautelar ou sua revogação, ainda que mediante a aplicação de medidas cautelares alternativas não prisionais.
