Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS (IMPETRADO), 1. ELIANO PAULINO SILVA (IMPETRANTE)
- Advogado
- ELIANO PAULINO SILVA (OAB 63691/DF)
HC 1059710/GO (2025/0489252-9)RELATOR:MINISTRO MESSOD AZULAY NETOIMPETRANTE:ELIANO PAULINO SILVAADVOGADO:ELIANO PAULINO SILVA - DF063691IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁSPACIENTE:MARCELO XAVIER GUEDES DA ROCHA BUSTAMANTEOUTRO NOME:MARCELO XAVIER GUEDES DA ROCHAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em favor de MARCELO XAVIER GUEDES DA ROCHA BUSTAMANTE, apontando como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS, em decorrência do julgamento do habeas corpus n. 5875630-44.2025.8.09.0000.
Consta nos autos que, ao receber a denúncia em 10/10/2025, o Juízo do 2º Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher e Precatórias Criminais da Comarca de Luziânia decretou a prisão preventiva do paciente pela suposta prática dos crimes de estupro de vulnerável (arts. 217-A e 217- A, §1º, do Código Penal) e satisfação de lascívia mediante presença de criança ou adolescente (art. 218-A, do Código Penal).
Irresignada, a defesa impetrou habeas corpus perante o Tribunal de Justiça de origem, que denegou a ordem em acórdão às fls. 38-54.
Neste writ, o impetrante sustenta, em suma, a ausência de fundamentação da decisão que decretou a prisão preventiva ponderando a inexistência de periculum libertatis.
Alega, ainda, cerceamento de defesa.
Requer a revogação da prisão preventiva ou, subsidiariamente, sua substituição por medidas cautelares diversas.
Pedido de liminar indeferido às fls. 70-71.
Informações prestadas às fls. 76-81 e 85-89.
O Ministério Público manifestou, as fls. 90-95, pela "denegação da ordem".
É o relatório. DECIDO.
Na hipótese, tenho que a decisão que decretou a prisão preventiva do paciente, bem como o acórdão impugnado estão suficientemente fundamentados na necessidade de garantia da ordem pública, notadamente diante das circunstâncias do crime, aliadas à gravidade concreta do delito pois o paciente, supostamente, "estuprava seus enteados, menores de idade, tendo iniciado o abuso a um deles quando completou apenas 12 (doze) anos de idade, de forma contumaz, ao longo de aproximados 01 (um) ano e meio (novembro de 2023 a 14 de abril de 2025), cessando as violações há alguns meses, depois de intervenção das autoridades públicas e deferimento de medidas protetivas"- fl. 48.
