Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- TUTELA CAUTELAR ANTECEDENTE
- Destinatários
- 2. MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS (REQUERIDO), 1. RAFAEL ALVES PRADO (REQUERENTE)
- Advogado
- ANTONIO HENRIQUE PEREIRA DA SILVA (OAB 108768/MG)
TutCautAnt 1293/MG (2025/0501506-2)RELATOR:MINISTRO MESSOD AZULAY NETOREQUERENTE:RAFAEL ALVES PRADOADVOGADO:ANTONIO HENRIQUE PEREIRA DA SILVA - MG108768REQUERIDO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAISCORRÉU:ARTHUR SALLES MARTINSCORRÉU:ARTHUR IAGO FREITAS DOS SANTOSCORRÉU:WANDERSON MIRANDA DOS SANTOSCORRÉU:DANIEL JUNIO DA COSTACORRÉU:THIAGO DRUMOND DE SOUZACORRÉU:SANDRO DRUMOND DE SOUZACORRÉU:WESLEY VENANCIO BOTELHOCORRÉU:CHARLES DE ANDRADE SOARESCORRÉU:DIEGO SILVA MARINHOCORRÉU:ELIAS ESTANISLAU MIRANDA DE JESUSCORRÉU:RODRIGO GOMES DA SILVACORRÉU:ALAN PATROCINIO NOVAISCORRÉU:ANGELO GABRIEL FERREIRA DE MELO ROSACORRÉU:ELIZEU ESTANISLAU MIRANDA DE JESUSCORRÉU:HORRAS LEMOS FERREIRACORRÉU:YURI BRENNER CHAGAS SIQUEIRA
DECISÃO
Trata-se de tutela cautelar antecedente apresentada por RAFAEL ALVES PRADO, na qual pugna, liminarmente, pela atribuição de efeito ativo ao recurso ordinário em habeas corpus interposto perante o Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais.
Consta dos autos que o requerente está preso preventivamente em razão da suposta prática do crime de organização criminosa majorada pelo emprego de arma de fogo e pela participação de funcionário público, previsto no artigo. 2º, caput, c/c art. 2º, §2º c/c art. 2º, §4º da Lei nº 12.850/13.
O Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais denegou a ordem do habeas corpus n. 44534442-31.2025.8.13.0000, ao fundamento de que a prisão preventiva do requerente foi decretada por juízo competente, o que afasta a ilegalidade suscitada pela defesa, além de que a segregação cautelar estaria lastreada na gravidade em concreto da conduta a ele imputada, no risco de reiteração delitiva e na necessidade de se assegurar a aplicação da lei penal (fls. 472-492).
A defesa informa que interpôs recurso ordinário contra o referido acórdão, na data de 16 de dezembro de 2025, o qual ainda não foi autuado e distribuído no Superior Tribunal de Justiça.
O requerente sustenta que a medida cautelar de tutela provisória apresentada busca assegurar a utilidade do recurso ordinário interposto, alegando, em síntese, que esta seria necessária para evitar dano grave e irreparável, pois a análise de mérito do apelo pode ocorrer apenas após o recesso, o que implicaria em verdadeira conversão da segregação provisória em pena antecipada.
